quarta-feira, 11 fevereiro, 2026
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“Na Marca do Pênalti”: Casagrande estreia peça no Festival

Por Sandoval Matheus – Ninguém duvida que a vida de Walter Casagrande Jr. daria um livro. Ele mesmo já escreveu três, sempre em parceria com o jornalista Gilvan Ribeiro. O primeiro, “Casagrande e seus Demônios”, cobre o maior período, da infância ao inferno do vício, passando pelo ápice como jogador de futebol. Em “Sócrates e Casagrande – Uma história de amor”, fala de uma das maiores e mais eficientes dobradinhas do futebol. Por fim, em “Travessia”, fala do tratamento e do pedregoso caminho da ressocialização.

Agora, ele conta todas essas histórias no palco, no monólogo “Na Marca do Pênalti”, que estreia na programação da Mostra Lúcia Camargo, nos dias 3 e 4 de abril, às 20h30, no Teatro Guaíra.

A peça, que tem dramaturgia composta a seis mãos por André Acioli, Fernando Philbert e Walter Casagrande Jr., é dividida em “dois tempos” de 45 minutos, como uma partida de futebol, com direção de Philbert, mas sem roteiro.

“O meu forte é a espontaneidade, ser eu mesmo, chegar na frente das pessoas e falar a verdade, sem roteiro. Eu não preciso de um roteiro. A minha vida eu tenho na cabeça. O que eu passei, o que eu fiz, o que eu deixei de fazer, as loucuras que aconteceram comigo, o fundo do poço, as glórias, as felicidades”, diz Casão, como é carinhosamente conhecido, em entrevista ao Fringe.

“A ideia do nome foi minha. Quantas decisões importantes na vida você teve que tomar? Diariamente, nós ficamos na marca do pênalti. Não tem a ver com futebol, tem a ver com a vida”, completa.

Atacante brigador e ídolo de uma das maiores torcidas do país, Casagrande foi, ao lado de Sócrates e Wladimir, a face pública da Democracia Corinthiana, movimento que, nos anos 80, ajudou a impulsionar as Diretas Já e a redemocratização do país, mesmo enquanto eram monitorados pela ditadura.

Terminada a carreira de jogador, se tornou um dos mais polêmicos comentaristas esportivos do país, com opiniões contundentes para além dos gramados, com apenas uma ressalva.

“Eu continuo com a mesma rebeldia, com o mesmo pensamento, mas aprendi que nem toda guerra vale a pena”, explica. “Eu não vou entrar em qualquer guerrinha, qualquer discussão, qualquer debate, sabe? Querer rebater qualquer fala absurda.”

Na Marca do Pênalti

Fetsival de Curitiba
Onde:
 Teatro Guaíra – Curitiba
Quando: 3 e 4 de abril – 20h30
Quanto: Ingressos AQUI

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