domingo, 14 junho, 2026
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Muitos cargos, altos salários, e déficits permanentes nas empresas do município de Curitiba

Secretário Victor Hugo Puppi

São recorrentes os repasses de recursos públicos
a essas empresas deficitárias, que sequer podem explicar o que fazem

 

Não é de hoje que as empresas do Município servem como prateleira de cargos e troca de privilégios no Município de Curitiba. São inúmeros cargos e salários pagos pelo erário público para pessoas que em sua maioria não detém qualquer capacidade intelectual para administrar uma empresa .

O Município tem pelo menos 4 empresas que só servem para dar prejuízo ao erário e pagar mordomias aos marajás da Prefeitura de Curitiba. A COHAB, URBS, Companhia de Desenvolvimento de Curitiba e Agência Curitiba de Desenvolvimento, estas duas últimas é fácil até de fazer confusão, mas são estruturas diferentes e que custam muito ao erário.

VIVEM PEDINDO SOCORRO

São empresas deficitárias, que a todo momento pedem socorro aos cofres Municipais, os quais são pagos pelo dinheiro do Contribuinte.

Para repassar os milionários valores, a administração Rafael Valdomiro Greca de Macedo firma contratos, que são, em tese, “fictícios,” ,baseados em dispensas de licitações para abarrotar os cofres destas empresas e poder pagar as mordomias, Essas mordomias contemplam diretores e “executivos” nomeados para administrar “esse saco sem fundo”, como exclama dona Matilde da Luz…

Só um detalhe: são teoricamente empresas privadas, mas alimentadas por dinheiro público! Seus administradores, se fossem sujeitos a entregar currículos no mercado privado, nunca receberiam altos salários como os pagos por essas empresas de Curitiba.

Aliás, não seriam contratados, pois a ‘experiência’ apresentada é da capacidade de “mamar na teta do poder público”, como diz ao site um consultor independente que estuda o tema, a pedido de um partido político, certamente com vistas às eleições de 2022.

Luiz Fernando Jamur

DIGNOS DE INVESTIGAÇÃO

Vamos a alguns contratos, dignos de investigação. Anote: Contrato 24087/2020- Repasse de R $3.869.633,64 para a Agência Curitiba de Desenvolvimento.

Contrato 23568/19- Repasse de R$ 2.154.991,92 para a Companhia de Desenvolvimento de Curitiba Contrato 24284/20-Repasse de R $2.444.840,12 para a Urbanização de Curitiba S/A.

COHAB 23672/19 Repasse de R $4.657.798,44 para a COHAB.

NENHUMA META ALCANÇADA

Todos os anos os contratos são repetidos e temos algumas peculiaridades que chamam a atenção. Por exemplo: nenhuma meta é alcançada, nenhuma medição de serviço é feita, os valores são pagos em sua integralidade, sem sequer verificar-se se o serviço foi prestado, como me garantem fontes da Secretaria de Governo de Curitiba.

Quantas casas poderiam ser feitas com o valor repassado a essas empresas do Município, custeadas por nosso dinheiro? A situação é tão explícita que é a Secretaria de Governo que cuida desses contratos e também controla as nomeações nessas indiretas.

É fácil encontrar sobrenomes de políticos nessas empresas, para começo de exame da relação que existe entre interesses eleitorais e os cargos das empresas municipais.

A propósito: Jamur, o supersecretáriop, aquele que detém a assinatura eletrônica do prefeito, enfeixa cada vez mais poderes na prefeitura, na medida que Greca refugia-se, parte do expediente, na “Prefeitura” de sua chácara, em Piraquara.

“O Secretário Vitor Puppi, neste aspecto é correto, contrário aos repasses, e deixa o encargo ao supersecretário Luiz Fernando Jamur, que mata no peito e engrossa a voz”, pontifica dona Matilde da Luz, que tem visitados essas “estatais do Greca” nos últimos dias.

Numa delas, chegou a ser recebida com chá e guloseimas, tipo bolachas recheadas, que ela desfrutou sem medo: “Não sou diabética”, mas estranhando o favorecimento tão farto. O TCE sabe de todas essas irregularidades das empresas públicas da Prefeitura de Curitiba.

Mas não parece preocupado em fiscalizá-las, isso apesar do tão propalado espírito rigoroso de seu presidente, Fábio Camargo. E assim o dinheiro do curitibano vai escorrendo por um dos ralos mais “férteis” e eficientes do xadrez político. Tudo isso para a execução da “realpolitik” do Rafael Valdomiro.

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