domingo, 22 fevereiro, 2026
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Morre jornalista de três gerações

Rodrigo Manoel Marchesini Freitas
Rodrigo Manoel Marchesini Freitas

Com a morte de Rodrigo Manoel Marchesini Freitas, aos 74 anos, no último dia 10, o Paraná perdeu um dos raros (ou talvez o único) jornalista de terceira geração. Ele era neto de João Rodrigo de Freitas (presença atuante em nossa imprensa na primeira metade do século vinte, chegando a dirigir o jornal “O Dia”, extinto em 1960) e filho do primogênito de João Rodrigo, o também jornalista e advogado Waldemar Rodrigo de Freitas.

Rodrigo Manoel ficou órfão de pai com apenas três anos de idade e logo depois perdeu o avô. Mesmo assim, a tradição jornalística da família continuava com a atuação de seus dois tios paternos, em Curitiba com João Dedeus Freitas Netto e, em S. Paulo (para onde fora a convite de Assis Chateaubriand) com Wandyck Freitas.

2 – INCLINAÇÃO FAMILIAR

Estimulado pela inclinação familiar ao jornalismo, Rodrigo Manoel, ao iniciar o curso de Direito na UFPR, já ingressava na redação da “Tribuna do Paraná”, (então dirigida por Fernando Camargo e secretariada por João Féder) onde permaneceu durante quatro décadas, até a aposentadoria.

Paralelamente, atuou como assessor de comunicação em vários órgãos públicos estaduais, também tendo assessorado o tio Freitas Netto na direção da Imprensa Oficial do Estado do Paraná.

3 – CINCO MESES NA UTI

Hélio de Freitas Puglielli
Hélio de Freitas Puglielli

Sua morte, em circunstâncias dolorosas, (pois não padecia de moléstia grave, mas permaneceu, por problemas respiratórios, cinco meses em UTI, onde completou 74 anos no dia 4 de janeiro) foi lamentada por todos que o conheceram, pois ao longo de uma vida profissional marcada pela responsabilidade e competência, conquistou amigos entre os companheiros de ofício e entre os servidores estaduais com os quais se relacionou em sua atividade de assessoria.

Além da viúva Regina Setim Freitas, deixa o filho Luciano, arquiteto, e a filha Cristina, pesquisadora da Unicamp, e três netos. Como o filho de Wandyck é geólogo e o de Freitas Netto é engenheiro, o último jornalista sobrevivente da família Freitas é o prof. Hélio de Freitas Puglielli, neto materno de João Rodrigo de Freitas (1888).

Na verdade, Hélio de Freitas Puglielli é muito mais do que jornalista do dia-a-dia: foi educador que, na UFPR, formou com extrema competência centenas de profissionais do jornalismo.

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