
Com a morte de Rodrigo Manoel Marchesini Freitas, aos 74 anos, no último dia 10, o Paraná perdeu um dos raros (ou talvez o único) jornalista de terceira geração. Ele era neto de João Rodrigo de Freitas (presença atuante em nossa imprensa na primeira metade do século vinte, chegando a dirigir o jornal “O Dia”, extinto em 1960) e filho do primogênito de João Rodrigo, o também jornalista e advogado Waldemar Rodrigo de Freitas.
Rodrigo Manoel ficou órfão de pai com apenas três anos de idade e logo depois perdeu o avô. Mesmo assim, a tradição jornalística da família continuava com a atuação de seus dois tios paternos, em Curitiba com João Dedeus Freitas Netto e, em S. Paulo (para onde fora a convite de Assis Chateaubriand) com Wandyck Freitas.
2 – INCLINAÇÃO FAMILIAR
Estimulado pela inclinação familiar ao jornalismo, Rodrigo Manoel, ao iniciar o curso de Direito na UFPR, já ingressava na redação da “Tribuna do Paraná”, (então dirigida por Fernando Camargo e secretariada por João Féder) onde permaneceu durante quatro décadas, até a aposentadoria.
Paralelamente, atuou como assessor de comunicação em vários órgãos públicos estaduais, também tendo assessorado o tio Freitas Netto na direção da Imprensa Oficial do Estado do Paraná.
3 – CINCO MESES NA UTI

Sua morte, em circunstâncias dolorosas, (pois não padecia de moléstia grave, mas permaneceu, por problemas respiratórios, cinco meses em UTI, onde completou 74 anos no dia 4 de janeiro) foi lamentada por todos que o conheceram, pois ao longo de uma vida profissional marcada pela responsabilidade e competência, conquistou amigos entre os companheiros de ofício e entre os servidores estaduais com os quais se relacionou em sua atividade de assessoria.
Além da viúva Regina Setim Freitas, deixa o filho Luciano, arquiteto, e a filha Cristina, pesquisadora da Unicamp, e três netos. Como o filho de Wandyck é geólogo e o de Freitas Netto é engenheiro, o último jornalista sobrevivente da família Freitas é o prof. Hélio de Freitas Puglielli, neto materno de João Rodrigo de Freitas (1888).
Na verdade, Hélio de Freitas Puglielli é muito mais do que jornalista do dia-a-dia: foi educador que, na UFPR, formou com extrema competência centenas de profissionais do jornalismo.
