
(Do G1 Paraná)
Um morador de Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba, virou réu por armazenar e produzir pornografia infantil, além de praticar ato libidinoso contra criança, de acordo com o Ministério Público Federal (MPF). O homem está preso desde o início de dezembro.
Segundo a denúncia do MPF, além de armazenar mais de 87 mil arquivos com cenas de sexo explícito ou pornográficas com crianças e adolescentes, ele também compartilhou mais de 500 arquivos e produziu com câmera própria 19 vídeos pornográficos.
A promotoria informou na sexta-feira (18) que a denúncia foi recebida pela 9ª Vara da Justiça Federal de Curitiba em 10 de dezembro. Se condenado, as penas podem ultrapassar 30 anos de prisão.
COMEÇOU EM 2019
As investigações começaram em setembro de 2019, quando a Polícia Federal (PF) recebeu informações de que usuário de que o homem teria compartilhado imagens e vídeos contendo cenas de exploração sexual infantojuvenil.
Conforme o MPF, em dezembro do ano passado houve cumprimento de mandado de busca e apreensão na casa do réu após autorização judicial. Na ocasião, ele foi preso em flagrante após os arquivos serem encontrados. Ele saiu depois de pagar fiança, mas voltou a preso neste mês.
A denúncia afirma que o acusado escondeu, em diversas oportunidades, uma câmera no banheiro de casa para registrar cenas de crianças – possivelmente amigas dos filhos ou do convívio social – trocando de roupa e tomando banho.
Ainda de acordo com o MPF, oito vítimas foram encontradas pela PF. Elas tinham de 7 a 12 anos à época dos fatos. As vítimas confirmaram que são elas nas imagens e contaram que costumavam frequentar a casa para usar a piscina.
Uma menina contou que em 2018 o homem chegou a acariciar os seios dela, o que pode caracterizar estupro de vulnerável, informou o MPF.
Na denúncia, o MPF pediu a condenação do réu por: armazenar em dispositivos eletrônicos e disponibilizar na internet imagens contendo cenas pornográficas e de sexo explícito com crianças e adolescentes; filmar e produzir por 19 vezes conteúdos contendo cenas de pornografia infantojuvenil, prevalecendo-se de relações de hospitalidade; e por praticar ato libidinoso com menor de 14 anos.
O procurador do MPF Robson Martins explica que ainda há crianças nas imagens que não foram identificadas.
“Se mais alguma vítima ainda não foi contatada pela polícia, solicita-se que procurem a Polícia Federal ou o Ministério Público Federal, em Curitiba, para se proceder à verificação de outros crimes praticados pelo acusado.”
Segundo ele, crimes contra a liberdade sexual devem ser tratados de maneira rigorosa pela Justiça.
