
Jornalista Edson Mello diz que teve muita dificuldade em “emplacar” noticiário da candidata dada sua enorme imagem controversa e radical da ultra-direita. Agora, ela ameaça até processar o site/coluna que divulgou a encrenca nada santa…Muito triste, pois a cristã esqueceu os preceitos bíblicos.
ACORDO PRÉVIO
Um profissional da Imprensa só começa a trabalhar em uma campanha eleitoral com base em acordo prévio definindo o valor do salário e a duração do contrato. Campanha eleitoral – no caso da disputa de cargo a prefeito – possui data de início e término, com perspectiva de prorrogação caso ocorra a passagem do candidato ao segundo turno. É tiro curto.
No Paraná, o valor referência para a remuneração dos jornalistas é a tabela salarial do Sindicato dos Jornalistas Sindijor-Pr. (Veja quadro em anexo.) Desde o início de 2020 o salário mínimo de Jornalista no Estado é 3.600 reais. Quem trabalha por dois meses e meio, segundo o Sindicato, tem direito a R$ 9 mil. Caso, então, de Mello.
A introdução é para explicar a razão de notícia publicada pela coluna/site, sobre o “imbróglio” envolvendo a ex-candidata a prefeita Marisa Lobo então pelo Avante e o jornalista Edson Mello, que a assessorou na área de comunicação. Foi uma missão difícil, quase impossível, porque Marisa, entre os jornalistas, não é nome fácil de introduzir.
É portadora, segundo observação de um chefe de reportagem de televisão, “de tradição ultramontana na sua pregação, despida de valores sociais…” A nota publicada na semana passada, gerou ameaças de processos que, a mim, Aroldo Murá, não me incomodam. Sempre trabalho baseado em fatos, como os que narro a seguir:
A PROPOSTA
Foi este valor mínimo – dois salários profissionais e meio por dois meses e meio de trabalho – que o jornalista Edson Mello propôs e foi aceito pela candidata Marisa Lobo antes do início da campanha, segundo ele me garante. E o Edson Mello é um homem de bem, com um currículo exemplar, atuando em veículos no Estado, no Brasil e na Itália. Hoje está numa rede nacional no Estado de São Paulo.
Mas esclareça-se: Edson Mello não embarcou espontâneamente no barco de Marisa: foi indicado pelo insuspeito jornalista Valdir Cruz, e também pelo pastor presbiteriano Isaias Meirelles. Dois nomes importantes, gente do bem. Aliás, causou espécie a primeira pergunta que a candidata fez ao conhecer o jornalista antes de contratá-lo, segundo me narra Mello: “Você é crente????” A resposta foi: “Sou Cristão. Sou Católico!” Após uma conversa, ficou acertado que o valor do pagamento dos trabalhos de Assessoria de Imprensa seria o piso dos Jornalistas: dois meses e meio de campanha somariam 9 mil reais.
LONGA BATALHA
O jornalista contratado enfrentou a dura realidade de conversar pessoalmente com vários colunistas e editores do Jornalismo Político – inclusive eu testemunho a favor de suas ações diuturnas; e explica ainda que “foi muito difícil e até constrangedor tentar desfazer a imagem negativa da candidata”.
Mello recorda que esse deve ter sido seu mais difícil projeto de free-lancer, pois enfrentou, assegura, “até mesmo piadas e chacotas de colegas durante as várias reuniões que aconteceram para definir a organização de debates eleitorais”.
DIFÍCIL DE CARREGAR
Marisa é uma candidata difícil de carregar, “devido suas posições radicais de direita, mesmo no universo dos crentes batistas”, observa à coluna um pastor dessa denominação.
“UM ABSURDO”
Mais se sabe desse relacionamento de trabalho com Marisa, segundo ainda Edson: “Faltando poucos dias para o término dos trabalhos, fui chamado por um integrante da campanha e me foi informado que o valor cobrado “era um absurdo” e que deveria ser revisto.” Com trabalho de mais de dois meses já feito e pressentindo o calote – ou seja, depois de tudo! – as chacotas dos colegas, as solicitações não dentro dos padrões jornalísticos da candidata que ameaçava com processo a todos que não fossem favoráveis a ela – o valor recebido foi a metade: 4.500 reais, conforme explica Mello.
No momento de pegar o cheque nominal e assinar o recibo, o jornalista diz que ainda teve que ouvir do funcionário responsável “que o valor pago era absurdamente caro”. Isso não é exatamente o relacionamento trabalhista que se espera de uma líder cristã com um prestador de serviços.
DESGASTE
No final, o que sobra é um novo marco de desgaste desta personagem política que agora abraça o PTB do muito controverso Roberto Jefferson – que já cumpriu cadeia por corrupção. Por último, mas não menos importante, é oportuno lembrar a Marisa que “digno é o operário de seu salário”.

Outro lado:
PREPOSTO DE MARISA CONTESTA INFORMAÇÃO
Boa noite Aroldo !
Conforme contato via SMS do Facebook, segue em anexo o contrato e recibos assinados pelo assessor de Imprensa Edson Mello, referente a prestação de serviço realizada no período eleitoral.
Seu artigo tem várias informações erradas, esse profissional não era braço direito da candidata durante a campanha, conhecemos ele dias antes a eleição e apenas contratamos o profissional conforme o contrato informado na prestação de contas da campanha.
Qualquer outro tipo de acordo não é verdade, até mesmo por não ser permitido pela legislação eleitoral, tudo tem que ser feito contrato e o pagamento obrigatoriamente tem ser realizado pela conta campanha durante o período eleitoral.
Solicito a retirada do artigo e uma retratação da informação inverídica divulgado pelo Sr antes mesmo de confirmar a informação com a fonte direta que é a candidata. Aguardo seu retorno o mais breve possível.
Jôfran Alves
Coordenador da Campanha Eleitoral 2020
Marisa Lobo Prefeita de Curitiba – (41) 99609-9354
