
Se for mesmo consumada a escolha do médico Cezar Titton para a Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba, em substituição a Adriano Massuda, estará se consolidando na saúde pública municipal o projeto Médico de Família.
Os outros 3 nomes que o prefeito Fruet tinha na sua relação a considerar para substituir Massuda, apenas um dos médicos não está engajado na chamada Medicina de Família.
Essa proposta de ‘médicos de família’ – que acompanha ao longo dos anos o paciente e seus familiares com amplo atendimento, quase sempre com visitas aos seus lares – consolidou-se com Adriano. Isso embora os primeiros ‘médicos de família’ tenham sido formados em Curitiba há cerca de 40 anos, quando uma pequena missão de profissionais canadenses, de Toronto, fez um breve período de formação dos primeiros médicos curitibanos para atuar na proposta de atenção primária de saúde.
Era uma novidade na época. Um dos pioneiros a aceitar a proposta trazida pelos canadenses foi o curitibano Dante Romanó, professor da UFPR, e considerado um verdadeiro apóstolo da proposta.
2 – OS CATARINENSES
Quando assumiu a Secretaria de Saúde de Curitiba, uma das primeiras preocupações de Massuda foi trazer para Curitiba as novas dimensões que o projeto Medicina de Família vinha alcançando numa cidade modelar nessa área, Florianópolis. E de lá vieram reforços, como a jovem médica (curitibana) Marcela Dohms, com doutorado na especialidade – em parte feito na Europa – e que hoje coordena a Residência do Médico de Família na UFPR, desenvolvido com a Prefeitura de Curitiba.
O ‘médico de família’ de hoje recebe ampla carga de ênfases em sua formação. Uma das mais valiosas dela é as de como estabelecer uma correta comunicação com o paciente. Nessa matéria, por exemplo, Marcela Dohms é especialista, tendo colhido na fonte as grandes linhas de conhecimentos, em países como Espanha, Holanda e Inglaterra.
Hoje ela, além de coordenar o Residência da Medicina de Família UFPR, é professora dos cursos de Medicina da UFPR e Pequeno Príncipe.
