DOS LEITORES (1):
Aroldo,

a propósito da sua nota sobre o Teatro de Bonecos Dada, tenho uma boa história sobre o Teatro Dadá e o Euclides e uma de mágico. Leia, a seguir:
ELOI ZANETTI, Serra da Mantiqueira, Minas Gerais
1) TEATRO DADÁ
Na década de 70 o Bamerindus apoiava muito o Teatro Dadá contratando seus shows para ações promocionais da Caderneta de Poupança Apepar. Um dia o Euclides me perguntou se o banco poderia ajudá-lo com duas passagens para Paris para um Encontro de Marionetes. Conversei com o sr. Edson Vieira, presidente do banco, e passei o fone do Euclides para a secretária da presidência. Se saísse alguma coisa ela avisaria. Dois meses depois, a moça me pergunta: Eloi, o teu amigo não veio aqui pegar as passagens, já avisei ele que estão à disposição. Falei com o Euclides: Você não foi pegar as passagens para Paris, o banco liberou e já te avisaram. Resposta dele: Esqueci.
2) UM MÁGICO ESCONDIDO
Outro que tinha muito apoio do Bamerindus era o Delfus, um mágico de uma simplicidade incrível. Seus shows para a Loja Apepar eram muito disputados.
Um dia, conversando com outro mágico, um ilusionista de fama e prestigio internacional, o Celio Animo, que de passagem por Curitiba me disse que queria visitar o Delfus. Perguntei, mas você conhece o Delfus? Sim. Ele é uns melhores mágicos do mundo em manipulação de baralhos, muitos mágicos vêm à Curitiba para aprender com ele. Quem diria que o Delfus, na sua extrema simplicidade e bondade, morando em uma casinha no Capão da Imbuia, era referência no mundo dos mágicos?

