
Entrevistada por um canal de TV evangélico nesta quinta-feira, a candidata da Rede à Presidência, Marina Silva, foi bombardeada por uma série de perguntas sobre sua posição e a de seu vice, Eduardo Jorge, em relação ao aborto.
Lideranças evangélicas consideram que a candidata da Rede, que também é evangélica, precisa tornar mais clara sua posição sobre o tema, que é caro à chamada “agenda cristã” da igreja. Marina voltou a repetir que é contra o aborto e que defende um plebiscito para discutir a questão. Ao ser questionada sobre a perda de apoio nas pesquisas entre os evangélicos, a candidata criticou o uso da igreja por candidatos como curral eleitoral.
— Não uso o palanque como púlpito, nem o púlpito como palanque — disse Marina.
(coluna de Lauro Jardim, em GLOBO, 14, sexta)
