Redação e Tribuna – Morreu neste domingo (30), em Curitiba, o produtor cultural Hélio “Helinho” Pimentel, um dos nomes de destaque da música e da produção de grandes shows no Paraná. Sócio e CEO do Parque das Pedreiras, ele participou da idealização e da consolidação do complexo que reúne a Ópera de Arame e a Pedreira Paulo Leminski, considerados importantes espaços para grandes eventos na América Latina.
Em nota, o DC Set Group, atual administradora do complexo, informou que Hélio morreu em decorrência de complicações de uma pneumonia. A empresa destacou o legado deixado pelo produtor na cena cultural de Curitiba e afirmou que projetos idealizados por ele ainda serão concretizados.
“Helinho foi a mente brilhante por trás do Parque Jaime Lerner, um espaço que tem na música seu principal pilar, e nela, seu grande propósito de vida. Helinho deixa um legado eterno e imensurável na história da música da cidade, tendo dedicado mais de 50 anos de sua vida à arte, à cultura e, sobretudo, à música”, diz a nota.
O velório foi realizado das 14h às 19h desta segunda-feira (31), na Ópera de Arame.
Homenagens

“Recebi com muita tristeza a notícia da morte de Helinho Pimentel, um homem que ajudou a transformar Curitiba em uma cidade de grandes encontros, grandes shows e muita cultura. Helinho dedicou mais de 50 anos à música e deixou sua marca na história da Pedreira Paulo Leminski, da Ópera de Arame e do Parque das Pedreiras. Em dezembro, tive a alegria de participar da homenagem que reconheceu sua trajetória com o título de Cidadão Benemérito do Paraná“, escreveu o prefeito Eduardo Pimentel, em suas redes sociais. “Curitiba perde um de seus grandes visionários da cultura, mas o legado de Helinho continuará vivo em cada espetáculo e em cada memória construída nos espaços que ele ajudou a criar. Em reconhecimento à sua contribuição para a cidade, vamos decretar luto oficial em Curitiba“.
“Nosso amigo, parceiro e irmão de coração se foi, mas tudo o que você deixou na música e na cultura, em Curitiba ficará para sempre. Criou a Pedreira Paulo Leminski, nos levou a realizar o Espaço Paulo Leminski e abraçou a ideia do Festival Paulo Leminski desde o primeiro instante. Sempre fez questão de contar o quanto sua relação com nosso pai foi fundamental e inspiradora na sua vida. Era uma admiração profunda, daquelas que você carregava com orgulho e fazia questão de manter viva. Agora foi reencontrar seus amigos, Leminski e Jaime Lerner. Que trinca boa! Céu em festa!! Você foi gigante e transformou a cidade e a vida de tanta gente. Obrigada por tudo, por tanto e por todas as histórias. Que sorte a nossa ter dividido tanta coisa boa nesta vida com você. Valeu mesmo, Helinho Pimentel! Todo nosso amor e carinho à família“, publicou Aurea Leminski, presidente do Instituto Paulo Leminski.
Trajetória

A trajetória de Helinho Pimentel na cena cultural de Curitiba começou há mais de 35 anos. Em 1979, ele foi um dos organizadores do show “Adeus, 70”, realizado no Círculo Militar de Curitiba. O evento reuniu a banda Tutti Frutti, que acompanhava Rita Lee, e a paranaense Blindagem. Durante cerca de três anos, Pimentel também atuou como empresário de nomes da música brasileira, como Baby do Brasil, Pepeu Gomes e o grupo A Cor do Som.
Em meados da década de 1980, participou da fundação da Rádio Estação Primeira (FM 90.1). Anos depois, idealizou e estruturou a identidade e o conceito musical da rádio Mundo Livre FM.
A partir de 2013, Helinho passou a liderar a gestão da concessão do Parque das Pedreiras, complexo cultural formado pela Pedreira Paulo Leminski e pela Ópera de Arame, em Curitiba. Sob sua gestão como CEO, a Pedreira Paulo Leminski voltou a receber grandes shows nacionais e internacionais após anos sem receber eventos.
Em dezembro de 2025, Hélio Pimentel Filho recebeu o título de Cidadão Benemérito do Paraná no Plenário da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), em reconhecimento ao trabalho desenvolvido na cena cultural de Curitiba.
