quinta-feira, 16 abril, 2026
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Lojistas de shoppings querem fim do décimo terceiro aluguel

Érico Mórbis, presidente do Sindicato dos Lojistas de Shoppings de Curitiba
Érico Mórbis, presidente do Sindicato dos Lojistas de Shoppings de Curitiba

Érico Morbis, economista, ex-diretor Regional do SESC, e que também foi presidente da Cidade Industrial de Curitiba S/A (empresa da Prefeitura de Curitiba que implantou, na primeira administração Lerner, a CIC), pode até estar aparentemente clamando no deserto (momentaneamente) quando faz certas pregações, na qualidade de presidente do Sindicato dos Lojistas de Shopping Centers de Curitiba.

Ele pede um novo relacionamento dos lojistas de shoppings com os empreendedores.

Mas a ele não se importa se sua pregação, eventualmente, não teve ainda a pronta resposta que o momento exige.

“O importante é que estamos certos, não estou pregando em vão”, costuma dizer Érico.

NADA BOM

O segmento lojista de shoppings foi responsável em 2015 por 40% das vendas varejistas em Curitiba. Mas o ano de 2016 não começou nada promissor para os shoppings.

Na minha opinião, há até um certo ar de vitória antecipada de Érico, quando ele proclama certas bandeiras dos lojistas de shoppings de Curitiba, e que encontram nele um diferenciado sintetizador:

– As relações com os shoppings e lojistas não mais podem continuar como dantes, como as daqueles anos caracterizados por extrema fartura, e de impressionante imigração do comércio de rua para os Shoppings.

Naqueles dias, havia filas para se conseguir um espaço nos 13 centros de compra de Curitiba.

“LIQUIDAÇÃO”

Com o país aparentando hoje estar em liquidação, os lojistas terão fatalmente de ter suas vozes acatadas… senão, mais tapumes serão colocados nas lojas que vão fechando suas portas nos centros de compra de Curitiba. Essa é uma das certezas que Mórbis tem, e que é segmento lojista.

Para Érico, existem certas anomalias nas relações shoppings versus lojistas “que não mais podem persistir”, e que se tornam draconianas nesses dias de absoluta recessão: uma delas, lembra o presidente do Sindicato dos Lojistas, “é o contrato não aberto, com cláusulas que vedam sua divulgação, estabelecendo que os lojistas paguem o décimo terceiro aluguel”.

O presidente dos lojistas insiste: se o país terá de fatalmente mudar sua matriz econômica, diante da recessão galopante, “o mesmo terá de acontecer nas relações empreendedores versus lojistas. A começar, pode ser, pelo fim do décimo terceiro aluguel”.

Na opinião ainda de Érico, antigos e atualizados modelos de parceria no comércio poderão prevalecer em futuro próximo. Uma delas, a das compras coletivas, proposta do SEBRAE anos atrás.

– Com os custos sangrentos e a queda das vendas, não há outra alternativa senão de uma nova matriz nas relações dos shoppings com os comerciantes, sentencia Érico Morbis.

ANOTE, PARA ENTENDER

Érico Mórbis, quando este espaço estava sendo fechado, mandou-me as seguintes breves anotações sobre o assunto acima bordado:

“Os lojistas estabelecidos nos 14 Shop Centers de Curitiba, que atendem cerca de 40% das vendas totais de nossa Capital, estão apreensivos com os resultados de 2015.

Tivemos o pior resultado de todos os tempos! Foi um ano terrível.

– E esse começo de 2016 não mostrou melhoria, pelo contrário. Tivemos um começo nada promissor.

– A expectativa dos Lojistas é de que a crise imponha uma nova relação entre Lojistas e Empreendedores.

Até hoje tivemos uma relação centrada em boas vendas, em campanhas bem feitas.

Com a crise, vamos ter que rever muita coisa, ajustar margens de ganho, tanto das Lojas quanto dos próprios empreendimentos.

– Shopping Centers atraem cada vez mais o consumidor pela segurança, pelo mix (variedade de Lojas) e condições de conforto (temperatura, estacionamento, lazer, cinemas e área de alimentação).

A família pode ir ao S.Center, haverá atração para cada um!

Mas não estamos imunes a queda da renda, ao desemprego.

E se o Governo continuar ampliando impostos, encargos sobre salário tudo ficará pior.

– Bom momento para reflexão de todos que atuam no setor!

A começar pela rejeição da CPMF e fixação realista do salário mínimo regional!

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