
O governo Bolsonaro bateu recorde: até agora já expediu 1.686 passaportes diplomáticos, aqueles que dão vantagens na hora do embarque e desembarque em aeroportos.
Políticos, com e sem mandato estão entre os contemplados. Assim como lideranças evangélicas, uma área muito cara ao presidente da República.
Acontece que a justiça Federal de São Paulo mandou Edir Macedo (Universal), RR Soares (Internacional da Graça) e Valdemiro Santiago, o ‘chapeludo’ da Igreja Mundial do Poder e Deus, devolverem os documentos. Simplesmente porque não acham que eles têm direito à benesse diplomática.
LÍDERES RELIGOSOS (2)
O Itamaraty decidiu há muitos governos passados que cardeais católicos têm direito ao passaporte diplomático do Brasil. Por simples razão: cada cardeal é eleitor do papa, chefe de Estado do Vaticano, sendo, ao mesmo tempo, “um papável”. Quer dizer: pode tornar-se um papa, futuro chefe de Estado.
Estariam excluídos desse direito cardeais eméritos, como dom Cláudio Hummes, coordenador do Sínodo da Amazônia. Com 85 está fora do colégio de eleitores do pontífice, embora possa participar de conclaves em que a Igreja escolhe o sucessor de Pedro. Mas sem direito a voto.
