sábado, 21 fevereiro, 2026
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Lerner, o fértil sonhador, cercado de jovens

livro-Quem-cria-nasce-todo-Quarta-feira, 25, 19 horas. Imaginava que seria o primeiro a chegar à Livraria da Vila para a noite de autógrafos de Jaime Lerner.

Ledo engano: dezenas já estavam lá, esperando pelo autor do livro “Quem cria nasce todo o dia”, Travessa dos Editores (Fábio Campana), que logo em seguida teria sua segunda noite de lançamento.

Entrei na fila como qualquer mortal, sem prioridade por ser terceira idade.

Impressionou-me a quantidade de jovens, moças e rapazes predominando os da faixa dos 20 anos, universitários de muitas escolas de Curitiba.

Lerner exerce um fascínio sobre eles. Na verdade, fascina gente de todas as idades, amigos ou/e até adversários que não ficam imunes a seu carisma e, especialmente, sabem que estão diante de um pensador, um curitibano de projeção internacional. Isto ninguém pode contestar.

A fila vai acolhendo alguns nem tão jovens. Na saída, por exemplo, vou abraçar o agilíssimo octogenário Saul Raiz, ex-prefeito e parte do meu melhor inventário da Curitiba de sempre. Foi prefeito do nível de Lerner, excepcionalmente bom.

Jaime e Ilana, minutos depois de ter começado o evento, pedem que eu deixe a fila para receber o autógrafo. Obedeço.

A dedicatória com que o urbanista me contempla não poderia melhor atender a meu ego: chama-se de “professor, nosso guru”. E assina “com gratidão”.

Saio dali meditando, depois de breve papo em que Lerner me pede desculpas por não se levantar para o abraço.

E me indago: além de Jaime Lerner e Ney Braga quantos outros curitibanos já têm lugar assegurado na História do Brasil?

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