quarta-feira, 15 abril, 2026
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Lembrando Thomas Merton

Frei Thomas Merton
Frei Thomas Merton

“No último dia de janeiro de 1915, no signo de Aquário, num ano de grande guerra, debaixo das sombras de certas montanhas francesas na fronteira com a Espanha, nasci para o mundo. Livre por natureza, à imagem de Deus, era no entanto prisioneiro da minha própria violência e do meu próprio egoísmo, à imagem do mundo em que nasci.

(…)

Eu herdei de meu pai seu modo de ver as coisas e um pouco de sua integridade, de minha mãe herdei o descontentamento pelas enrascadas em que o mundo se meteu e um pouco de sua versatilidade. Recebi de ambos a capacidade de trabalhar, visão, prazer e expressão que poderiam ter feito de mim uma espécie de rei, se os padrões de que vivia o mundo fossem legítimos.”

(A montanha dos sete patamares, Thomas Merton)

LEMBRANDO (2)

Quando lembro Thomas Merton e sua fantástica jornada e apostolado pela paz interior, pela paz entre os homens, contra o racismo, em prol do ecumenismo e diálogo inter-religioso -, acabo mergulhando nos anos 1950 quando, ainda um adolescente, descobri esse autor.

Ele ajudou-me a pavimentar meu caminho neste mundo.

Em meados dos 1990, ainda apaixonado pelo pensamento de Merton, fui visitar sua casa e seu túmulo, na Abadia de Getsemâni, no Kentucky. Foi uma jornada memorável: meu quarto, por mera coincidência, tinha janela dando para o túmulo do monge do antológico “Sementes da Destruição”.

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