domingo, 26 julho, 2026
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JUDAS TADEU DIZ QUE NÚMEROS DE MORTES PELO COVID-19 SÃO INFLADOS

O PhD em Economia Agrícola, reputado professor universitário, recorre à estatística anual de mortes registradas pelo cartórios de registros civil para contestar número de mortes anunciadas diariamente*

Judas Tadeu Grassi Mendes

*Artigos assinados não refletem a opinião desta Coluna

A seguir, entrevista com o professor Judas Tadeu Grassi Mendes, PhD em Economia (Estados Unidos), professor aposentado da UFPRr, fundador, ex-diretor do IPARDES, um referencial paranaense no mundo universitário. Ele é um  dos questionadores das estatísticas de mortes por Covid-19 no Brasil e ele se baseia na comparação dos dados publicados pelos cartórios do Registro Civil do Brasil e os do Ministério da Saúde, que simplesmente engloba as informações enviadas pelos estados.

Segundo ele, a distorção é enorme, a ponto de afirmar que ele acredita que das quase 100 mil mortes ditas como de Covid, metade não ocorreu, seja por terem dados inflados (inventados), seja por outras doenças,
contabilizadas como de Covid-19.

O senhor acredita que houve ideologização da pandemia?

A pandemia do Coronavirus (Covid 19) deu aos governadores e prefeitos a oportunidade de eles se preocuparem realmente com a saúde das pessoas, em especial as mais necessitadas. Afinal, o nosso STF (formado por 11 “anjinhos”) restringiu o poder do presidente Bolsonaro a apenas liberar recursos financeiros, deixando que governadores e prefeitos virassem pequenos ditadores, que se preocuparam em ideologizar a pandemia, começando por serem contra o tratamento precoce com o complexo (hidroxicloroquina + azitromicina + zinco e ivermectina) de remédios já conhecidos no Brasil há mais de meio século e historicamente sem prescrição médica.

Estes mesmos políticos só foram a favor destes remédios em estágio da doença avançada, quando este complexo já não tem mais efeito. Tudo para serem contra o presidente que defendia este complexo na fase inicial. Os famosos médicos David Uip e Roberto Kalil, ao pegarem o Covid, não tiverem dúvida: tomaram o complexo e o Covid para eles não passou de uma “gripezinha”.

Você quer dizer que mortes poderiam ser evitadas?

Eu não sou médico, mas me apoio nos milhares de médicos que declaram ter usado a cloroquina + azitromicina + zinco e ivermectina com resultados excelentes, principalmente para pessoas saudáveis que contraíram o Covid. Por isso, quantas mortes poderiam ser evitadas se os governadores e prefeitos tivessem adotado o complexo em fase precoce?  Os efeitos positivos deste complexo são indiscutíveis, desde que tomado bem no início dos sintomas. Pode não ser 100%, mas evita sim as complicações do Covid. Vários governadores, Bolsonaro, ministros e assessores pegaram o Covid e ninguém morreu porque todos tomaram o complexo na fase precoce.

O que não faltam são relatos de depósitos abarrotados de caixas destes remédios enviados pelo governo federal para os estados e que foram escondidos a mando de governadores e prefeitos, para que a população pobre não tomasse. Dá sim para falar em genocídio, sem falar nas corrupções com compras sem licitação com preços absurdos. A cada semana, a PF está prendendo gente corrupta, envolvendo secretários de saúde e até governadores.

Médicos David Uip e Roberto Kalil: curados…

Com base em que você questiona e acredita que o número de mortes por Covid-19 está inflado?

Ninguém no Brasil pode ser enterrado ou incinerado sem o registro civil num cartório. Por isso, o número de mortes por Covid expedido pelos cartórios é confiável sim. Por esses números, o pico da pandemia foi no
dia 25 de maio com 997 mortes, sendo que até o final de junho manteve-se próximo de 800 mortes por dia. Ressalte-se que em nenhum dia foi registrado o número 1.000 de mortes, segundo os cartórios.  Por exemplo, no dia 29 de julho, pela estatística do Ministério da Saúde (leiam-se os dados das secretarias estaduais de saúde) foi de 921, enquanto o número dos cartórios para este mesmo dia foi de 304, ou seja, três vezes mais.

Nos primeiros 15 dias de julho, o número de mortes, segundo os cartórios ficou ao redor de 600 e no final de julho caiu para cerca de 300. Entretanto, segundo o Ministério da Saúde, o número de mortes continua acima de 1.000 por dia.

“… difícil ou quase impossível precisar o número exato de diferença de mortes, mas é possível sim fazer uma razoável estimativa. Com base nos números do Ministério da Saúde e dos Cartórios, a diferença está em torno de 30.000 mortes, a mais segundo o Ministério. Isto significa dizer que das quase 100 mil mortes, pelos cartórios seria em torno de 75 mil.”

Que diferença você estima no número de mortes?

É realmente difícil ou quase impossível precisar o número exato de diferença de mortes, mas é possível sim fazer uma razoável estimativa.  Com base nos números do Ministério da Saúde e dos Cartórios, a diferença está em torno de 30.000 mortes, a mais segundo o Ministério. Isto significa dizer que das quase 100 mil mortes, pelos cartórios seria em torno de 75 mil. Somente nos primeiros dias de agosto a diferença diária é de 700 por dia a menos, segundo os Cartórios.

Acontece que mesmo o número dos cartórios, as mortes exclusivamente por Covid estão superestimadas, porque governadores e prefeitos decretaram que qualquer morte por problemas respiratórios, em caso de dúvida, fosse contabilizada por Covid. O governo de São Paulo fez um decreto sobre isso. Por exemplo, de março a julho de 2019, morreram por pneumonia no Brasil, 90 mil pessoas, enquanto no mesmo período em 2020 foram apenas 61 mil, ou seja, 32% a menos, sem nenhuma justificativa para tal redução, a não ser que muitas pessoas com problemas de pneumonia e que possam até ter contraído ou não o Covid e que faleceram, foram contabilizadas como apenas Covid.

Se isso for verdadeiro e há razões para se acreditar, deduzindo-se das 75 mil mortes segundo os cartórios,
a diferença de 29 mil, teríamos um número de aproximadamente 46 mil mortes efetivamente por Covid.  Em outras palavras, poderíamos afirmar que metade das mortes ditas por Covid, ou foram infladas ou são por
outras doenças. Poderíamos ainda considerar mortes por outras causas, como enfarto, AVC, deficiências respiratórias, pois todas tiveram uma redução no número de mortes em 2020, relativamente a 2019.

“A pandemia do Coronavirus deu aos governadores e prefeitos a oportunidade de eles se preocuparem realmente com a saúde das pessoas, em especial as mais necessitadas. Afinal, o nosso STF (formado por 11 “anjinhos”) restringiu o poder do presidente Bolsonaro a apenas liberar recursos financeiros, deixando que governadores e prefeitos virassem pequenos ditadores, que se preocuparam em ideologizar a pandemia, começando por serem contra o tratamento precoce com o complexo (hidroxicloroquina + azitromicina + zinco e ivermectina) de remédios já conhecidos no Brasil há mais de meio século e historicamente sem prescrição médica. “

Por que você acha que governadores e prefeitos burlaram os fatos?

A resposta é simples, por ideologia, por poder e por corrupção. Por ideologia, porque estes políticos da esquerda ainda não aceitaram a vitória de Bolsonaro em 2018, tanto que até tentaram matá-lo antes do
segundo turno, e tiveram apoio do STF, da Câmara e da OAB, para proteger Adelio. Os embates políticos da esquerda contra Bolsonaro são quase diários, tanto que o número de pedidos de impeachment chega a 40.  Por poder e por corrupção, basta dizer que a PF já prendeu alguns secretários de saúdes destes estados opositores ao governo federal, por superfaturamento de compras sem licitação.

Para finalizar, repito: é difícil estimar com precisão o número de mortes exclusivamente por covid, mas não parece exagero dizer que metade das mortes segundo as secretarias de saúde, ou foram infladas para que o estado ou o município recebesse ainda mais recursos financeiros do governo federal, ou foram por outras comorbidades. Infelizmente, a ética na política é para uma minoria.

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