
Dá sim para entender este outro exemplo do Brasil que não desejamos: o senador Romero Jucá, PMDB de RR, foi escolhido para presidir o Conselho de Ética do Senado, apesar dos mais recentes oito processos cabeludos nos quais foi enquadrado e será julgado no STF. Isso sem falar nos anteriores, menos cotados e visíveis, de sua folha corrida.
Jucá, lembram-se, foi ministro de Planejamento brevíssimo, de Michel Temer, do qual foi defenestrado porque naqueles dias o presidente ainda se importava com má fama de sua equipe.
Não nos assombremos: Jucá está em companhia de outros éticos, no mesmo Conselho de Ética, como o conhecido Jader Barbalho (PMDB/PA). O semelhante procurando os semelhantes.
Lembram-se os mais antigos daquela musiquinha dando a medida de ingênua surpresa da Nação com mudanças de costumes – “no Brasil está tudo mudado, nas noites de São João, em vez de polca rancheira o povo só dança, só canta baião…” -?
