Pouco depois de cruzar a ponte Ayrton Senna, deixando o Paraná e entrando no Mato Grosso do Sul, é possível avistar ao lado esquerdo da BR 163 uma pequena área aberta em meio à vegetação. Essa área de apenas três hectares é o que falta para completar o processo de restauração florestal do Refúgio Biológico Binacional Maracaju (RBM), iniciado pela Itaipu nos anos 1990.

Conforme explica o técnico da Itaipu que atua na gestão de áreas protegidas no Escritório de Guaíra, Anderson Gibathe, a restauração exigiu um trabalho de manejo intenso, uma vez que a área anteriormente era ocupada por pastagens e voltada à criação de gado em mais de 90% de sua extensão.
Segundo ele, foi um trabalho desenvolvido coletivamente por muitas pessoas, para “dar uma mãozinha” para a natureza recuperar a exuberante floresta que hoje atrai diversas espécies de animais nativos da região. Os três hectares que faltam são justamente os de maior dificuldade, uma vez que, no passado, a área foi utilizada para a retirada de terra para uso em obras da região.
“Serão usadas diferentes técnicas para dar condições de reestabelecimento do ecossistema, incluindo a implantação de curvas de nível, adubação verde, escolha das espécies adequadas e manejo constante até a vegetação se desenvolver por completa”, afirma Gibathe.
O REFÚGIO
Com mais de 1.400 hectares de área, o Maracaju está situado na fronteira entre o Brasil e o Paraguai, com áreas distribuídas em território brasileiro (em Mundo Novo, no Mato Grosso do Sul) e paraguaio (em Salto del Guairá, no departamento de Canindeyu).
