Assessoria – A escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã voltou a provocar instabilidade nos mercados internacionais e acendeu um alerta entre investidores. Em momentos de incerteza geopolítica, especialistas recomendam precaução na tomada de decisões financeiras e reforçam a importância de priorizar ativos considerados mais seguros.
Nesse contexto, cresce a busca por ativos considerados mais protegidos em períodos de volatilidade. Para o presidente da Confraria Imobiliária de Curitiba, Carlos Eduardo Canto, a preservação do patrimônio deve ser a prioridade em momentos de instabilidade. “Em cenários de incerteza econômica como o que vivemos agora o melhor a fazer é proteger o patrimônio, investindo na compra de imóveis. Hoje, há uma infinidade de opções de empreendimentos na planta, que têm valorização certa. Não é o momento de arriscar”, afirma.
Um dos primeiros reflexos do conflito aparece no mercado de energia. O preço do barril de petróleo chegou próximo de US$ 120 nesta terça-feira (10), patamar considerado elevado para os padrões recentes. A alta é motivada pelo temor de restrições na oferta global da commodity, que costuma reagir rapidamente a crises envolvendo grandes produtores ou rotas estratégicas de transporte.
Impacto real
O aumento do petróleo tende a gerar impacto direto em diferentes setores da economia brasileira. O efeito mais imediato ocorre nos combustíveis, com pressão sobre os preços da gasolina e do diesel. Mas, a influência vai além. O petróleo também está presente em cadeias produtivas como a agricultura, no custo de fertilizantes e defensivos; na indústria plástica, com embalagens e garrafas PET e no setor energético, especialmente nas usinas termoelétricas.
Relatório recente da XP Investimentos, maior corretora independente do país, aponta que o aumento nos preços da energia pode elevar a inflação e reduzir o espaço para cortes nas taxas de juros, além de contribuir para uma desaceleração da atividade econômica brasileira.
Indicadores acompanhados pelo mercado já refletem esse ambiente de maior cautela. A projeção para o IPCA de 2026 foi mantida em 3,91% pela segunda semana consecutiva, enquanto a expectativa para o ano seguinte passou de 3,79% para 3,8%, segundo estimativas de mercado.
Ainda segundo o presidente da Confraria Imobiliária de Curitiba, o mercado imobiliário “historicamente ganha relevância em momentos de instabilidade econômica por oferecer um ativo real, com potencial de valorização no médio e longo prazo”, complementa.
Com inflação pressionada e juros ainda em patamar elevado, especialistas apontam que muitos investidores tendem a rever estratégias e migrar parte do capital para ativos tangíveis, como imóveis, considerados uma forma tradicional e segura de proteção patrimonial em cenários de instabilidade.
