
A ministra do Supremo Tribunal Federal Rosa Weber suspendeu o inquérito aberto pelo presidente do Superior Tribunal de Justiça, Humberto Martins, para investigar procuradores da Lava Jato com base nas mensagens roubadas por hackers dos celulares dos integrantes do Ministério Público Federal.
“Defiro a liminar postulada para determinar a suspensão da tramitação do inquérito instaurado pela Portaria STJ/GP nº 58, de 19 de fevereiro de 2021, com seus apensos e incidentes, até o julgamento do mérito do presente habeas corpus pela Primeira Turma desta Suprema Corte” , anotou a ministra.
A decisão de Rosa acolhe pedido dos advogados Marcelo Knopfelmacher e Felipe Locke Cavalcanti, que defendem os procuradores da Lava Jato.
O habeas corpus recebeu parecer favorável do subprocurador-geral da República, José Adonis Callou de Sá, que alertou a ministra sobre a inconstitucionalidade da investigação.
2. FILIPE AINDA NA MIRA.
O assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Filipe Martins, ficou de fora da minirreforma ministerial anunciada por Jair Bolsonaro, mas senadores não pretendem deixar de lado o caso do olavista, investigado pela Polícia Legislativa por um gesto ofensivo durante sessão do Senado.
Parlamentares celebraram a saída de Ernesto Araújo do governo federal, mas consideram que a exoneração do ex-chanceler não pode servir como salvaguarda para Martins por duas razões.
Em primeiro lugar, o ato do assessor presidencial foi desrespeitoso ao Senado, sobretudo por ter agido dentro da casa e pelas costas de Rodrigo Pacheco.
Além disso, grande parte da carga ideológica que ainda impregna o governo parte de Martins, o que pode comprometer o trabalho do novo ministro das Relações Exteriores, Carlos Alberto França, segundo analisam senadores.

3. WASSEF OUVIDO PELA PF
O advogado Frederick Wassef prestou depoimento nesta terça-feira, 30, à Polícia Federal em Brasília no inquérito aberto por determinação da Justiça para investigar um suposto “aparato” montado dentro do Conselho de Controle de Atividades Financeiras, o Coaf, que teria promovido a “quebra indevida de sigilo bancário e fiscal” do defensor da família Bolsonaro.
“Fui intimado pela Polícia Federal para depor como vítima do grave crime da quebra de sigilo bancário e fiscal que eu sofri em minhas contas e o posterior vazamento criminoso à imprensa brasileira”, afirmou Wassef a Crusoé , após passar mais de quatro horas dentro do prédio da Superintendência da PF no Distrito Federal.
O inquérito foi aberto por determinação dos desembargadores da Terceira Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, o TRF-1, no julgamento que anulou o relatório de inteligência financeira do Coaf que apontava pagamentos de 9,8 milhões de reais feitos pela JBS a Wassef.
O conteúdo do relatório foi revelado em agosto do ano passado por Crusoé.
(Da revista Crusoé)
