segunda-feira, 4 maio, 2026
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IKE WEBER EXPLICA LÓGICA DA COREIA DO NORTE

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Ike de barco no Extremo Oriente
Ike de barco no Extremo Oriente

O jornalista, fotógrafo e viajante, Ike Weber, acaba de retornar de sua terceira expedição de longo prazo, desta vez pelo Extremo Oriente. Entre os países visitados, a temida Coreia do Norte, foco de tensão mundial, desde o ano passado. Weber esteve também na Coreia do Sul, na China e em Taiwan. As jornadas são expedições jornalísticas, culturais e de aventura. Ike Weber documenta e explora, com profundidade, cada país que visita, geralmente por 30 dias. Todo conteúdo pode ser acompanhado no blog do viajante – http://ikeweber.com/category/expedicao-extremo-oriente/

CENÁRIO DE FILME

“Parecia ter entrado no cenário de um filme, com poucos atores, ou em uma cidade de brinquedo, sem publicidade ou anúncios pelas ruas”, conta o jornalista, ao relatar a sua primeira impressão ao chegar ao país mais fechado do mundo. É complexo descrever uma viagem à República Popular Democrática da Coreia (DPRK), nome oficial do país comunista. “Há mitos, lendas, e também muita realidade na vida local”, diz.

MUITAS EXIGÊNCIAS

Weber precisou se submeter a um processo burocrático, assinar documentos e se comprometer a seguir uma série de regras antes de conseguir o visto e a autorização de entrada no país. As viagens independentes são proibidas, com raríssimas exceções. Os interessados precisam contratar serviços de guia de empresa ocidental autorizada pelo governo coreano, que, por sua vez, se submete à orientação da agência estatal de turismo.

ÚNICO BRASILEIRO

Ike Weber era o único participante latino americano do grupo.

Pouquíssimos são os brasileiros que visitam a Coreia do Norte. Antes da partida, foi preciso participar de uma reunião de briefing em Beijing, na China. Entre as regras, a proibição de tirar fotografias sem autorização; nenhuma câmera fotográfica com lentes de mais de 250 mm seria permitida; em todo o trajeto o viajante estaria na companhia de dois guias coreanos e um ocidental; nenhum livro sobre a Coreia, impresso ou documento religioso poderia entrar no país.

REVERÊNCIA AOS LÍDERES

Conversas com os locais poderiam ocorrer, brevemente e em locais específicos, e, em determinados lugares, as saudações em sinal de respeito aos líderes eram fortemente recomendadas. “Como não há religião praticada na Coreia do Norte, o que existe é uma espécie de culto político-religioso”, acrescenta Weber, que circulou por áreas públicas, prédios governamentais, fazendas cooperativas, fábricas e áreas de lazer, em três cidades diferentes da DPRK.

DETECTAR A VIDA REAL

“Os primeiros dias foram de entendimento para detectar o que era a vida real e o que era uma apresentação para visitantes”, identificou o jornalista. As perguntas mais delicadas, conta, deveriam ser submetidas primeiramente ao guia ocidental, antes de serem feitas aos funcionários da agência norte-coreana de turismo. “Há vários pontos interessantes, complexos e delicados sobre a vida no país, como a compreensão que eles têm do desenvolvimento bélico, as restrições de acesso à tecnologia e o controle da informação”, comenta Ike Weber.

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Ike na China, na Coreia do Sul e na Coreia do Norte
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