sábado, 11 abril, 2026
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Ideário do ‘nanico’ PHS exige novo padrão de homens públicos

Fernando Ibanez, vacinação e no Diretório do partido (abaixo)
Fernando Ibanez, vacinação e no Diretório do partido (abaixo)

Fernando Ibanez, 39, paulistano, veterinário com PHD na área, hoje é professor da UFPR, depois de ter lecionado em universidade do Norte do Paraná e também na Capital paulista. Um pouco tímido no primeiro contato com desconhecidos, Ibanez, no entanto,  “liga o piloto automático” quando lhe é sugerido que aborde dois dos assuntos que dominam suas propostas de vida: O PHS, o partido ‘nanico” a que aderiu poucos anos atrás, e do qual é presidente em Curitiba, e a preservação dos animais domésticos – gatos e cachorros. Acha que temos toda a responsabilidade sobre eles, “desde que os levamos para nossa caverna”, explica.

aroldo01Também se diz muito preocupado com o bicho homem, a razão central da existência do partido PHS. Por isso, insiste muito nos novos modelos de gestão pública que a legenda expõe, citando grandes mudanças públicas feitas em Maringá como exemplo da boa receita que a legenda tem.

Para Curitiba, promete uma chapa completa, puro sangue, para concorrer  à Câmara Municipal, em 2016. E a está montando de forma ‘sui generis”: é composta, na maioria de seus membros, por pessoas que têm experiência de urnas, mas não foram eleitos. Como aconteceu com  ele que, para deputado estadual teve, na última eleição, 23 mil votos.

O PHS nasceu poucos anos atrás no âmbito da Renovação Carismática Católica (RCC), com a qual não mais tem mais  ligação institucional. E entre seus notáveis está o adventista do sétimo dia Silvio Barros, que foi secretário de Turismo de Jaime Lerner, e hoje é secretário de Estado do Planejamento do Paraná.

Como prova da diversidade  humana  do PHS, Ibanez não professa crenças religiosas. Leia, a seguir:

Aroldo – Quais são os planos do PHS para o Paraná?

FERNANDO – O que a gente procura  é que o PHS comece a pulverizar a ideia de inovação política: que a gente eleja parlamentares com  política de responsabilidade, voltada ao cuidar da sociedade. Mas  espera  que a sociedade veja o que está sendo feito por ela,  mais ainda, que a sociedade participe de um planejamento estratégico. É o modelo que foi implantado em Maringá, modelo surgido com o o secretário (Silvio Barros) e que o  trouxe para dentro do partido.

Aroldo – … Trazer o modelo de sucesso em Maringá para todo o Paraná…Fernando, o que você   pretende  ver implantado em  Curitiba via PHS?

FERNANDO – Temos que zelar de alguma forma para que o mundo seja melhor. Tenho plena consciência que nós vamos acabar (seres humanos);e hoje nós estamos acabando conosco.Acho que precisamos  fazer alguma coisa: vai  faltar água, vai faltar comida e eu acho também que eu vou morrer antes. Mas  me preocupo muito com os que vão ficar depois de mim. Eu tenho um filho de seis anos que é bem provável que vá ficar depois de mim e que vai pegar o pepino pela frente.

“E como criamos essa chapa? Nós fomos até às listas de candidatos das eleições passadas, escolhemos vários candidatos que não se elegeram, mas que tiveram experiência de urna. Daí montamos uma chapa homogênea: e não tem nenhum candidato que tenha sido eleito, mas todos com a mesma experiência de urna. “

 

Eu sempre gostei muito da política, da arte da política, da negociação, da interlocução, de articular ideias, de chegar em um senso comum. Mas depois que o meu filho nasceu, eu decidi, fazer alguma coisa para que a minha consciência fique tranquila de que  lutei para que ele tenha um mundo melhor.

Aroldo – O PHS te abriu horizontes no plano dos ideais comunitários?

FERNANDO – O PHS se alinha com as minhas ideias e foi o partido que me acolheu com muito carinho. Aqui no Paraná, eu entrei no PHS para ser candidato a deputado estadual…  

Aroldo – Foi candidato?

FERNANDO – Fui, fiz 17 mil votos

Aroldo – Uma boa votação, para um partido praticamente desconhecido..

FERNANDO – O último eleito foi de 23 mil e quinhentos votos… …O fato de  ser um partido humanista  casou com as minhas crenças e  ideias. Por fim,  assumi a presidência do PHS em Curitiba. Achamos que  o partido deve ser forte na Capital do Estado, ainda que o PHS não tenha nenhum representante eleito na cidade.

Hoje nós temos uma chapa pura de pré-candidatos a vereador em 2016, poderemos ter 57 candidatos. Já temos 34, e será a primeira vez na história do partido que teremos uma chapa pura no PHS em Curitiba

Aroldo – Quem são essas pessoas que vão concorrer?

FERNANDO – A gente tentou montar uma chapa de pessoas que tenham condições de fazer algo, que tenham, não só ideias boas, mas condições técnicas para executá-las. Tentamos  uma chapa de pessoas que tenham as mesmas propostas que as nosssas, de inovação e de fazer política com responsabilidade. Mas que tenham também condições técnicas e intelectuais de executar coisas. E como criamos essa chapa? Nós fomos até  às  listas de candidatos das eleições passadas, escolhemos vários  candidatos que não se elegeram, mas que tiveram experiência de urna. Daí montamos uma chapa homogênea: e não tem nenhum candidato que tenha sido eleito, mas todos  com  a mesma experiência de urna.

Aroldo – Eles aceitaram bem  aderir ao  para o partido?

FERNANDO – Sim. Dentro da minha bandeira de políticas públicas  –  me preocupo muito com o meio ambiente e com a questão dos animais,  não de uma forma romântica. Não quero plantar uma árvore dentro da principal Avenida de Curitiba, nem recolher todos os cachorros da cidade, mas as questões do meio ambiente e dos animais são  muito importantes, pois vivemos uma disputa de espaço muito grande.

“…que a gente eleja parlamentares com política de responsabilidade, voltada ao cuidar da sociedade. Mas que tenham também condições técnicas para executar (suas propostas)“

Eu me preocupo muito e é minha bandeira também a  questão dos animais domésticos abandonados na rua e nas casas.Trata-se de bandeira  em quie defendo  a guarda responsável e o cuidado com responsabilidade desses animais.

Todas as cidades têm problemas de animais abandonados, e eles  não mexem só com o nosso sentimento. Trazem eles , quando nas ruas,  uma série de problemas. Um deles, as agressões,  especialmente por parte de  gatos. O gato de rua é um bicho selvagem, ataca as pessoas,  fazem sujeira, rasgam lixo, causam acidentes, podem transmitir doenças, tem algumas cidades do Brasil em que eles são reservatórios (de patologias). É um problema seríssimo, que nós criamos.

A gente criou esse problema, então cabe a nós resolver. Eu acho que a gente cobra das pessoas muitas coisas que elas não sabem, eu penso que os animais de rua aumentam não porque eles se reproduzem na rua.

Aroldo: As carrocinha despareceram na maioria das cidades do país. Até por isso, cresceu o número de cadelas de rua prenhes. Como enxerga  a  realidade entre preservar os bichos e cuidar do homem urbano, que pode ser afetado por doenças que animais não vacinados transmitem?

FERNANDO –  Se uma cadela fica prenha na rua ela pode até gestar e terminar a gestação, mas aqueles cachorrinhos que vão nascer, eles vão morrer, eles não vão sobreviver, porque vão pegar alguma doença, morrer atropelados, enfim não vão sobreviver. Então aquela ideia dos anos 70 de que uma cadela na rua em 5 anos vai gerar 10 mil cachorrinhos é mentira porque isso não acontece, só aconteceria se a gente propiciasse a sobrevida desses filhotes e os cães da rua eles aumentam porque as pessoas continuam lançando cães nas ruas… e porque? Não é porque elas odeiam os cachorros, mas as pessoas põem cachorros nas ruas porque elas  são ignorantes., então a ideia, por exemplo, é se perguntar para dez pessoas se para ser saudável a cadela tem que cruzar, as dez vão falar que ela tem que cruzar. Então muitas vezes a pessoa cruza a cachorra e gera uma ninhada porque a pessoa gosta da cachorra, ele quer que ela seja saudável, que é uma mentira, ela não precisa reproduzir, mas o que ele vai fazer com esses dez filhotes? Ou ele vai soltar na rua ou vai dar para alguém que por impulso pega um cachorrinho que é bonitinho, mas que depois não vai cuidar ou ele dá para alguém que vai deixar o portão aberto.

Então as pessoas são cobradas de uma responsabilidade para qual elas não foram ensinadas a ter. Advogo que  temos que produzir cidadãos diferentes para que eles cuidem dos animais de uma forma diferente. Só assim,  daqui a 10, 15 anos não teremos  essa população de animais soltos nas ruas.

Aroldo – E você  tem tanta  preocupação com o bicho homem também?

FERNANDO – Tenho e acho que, quando começarmos a trabalhar a questão da educação, do humanitarismo, da gente ser gentil com as pessoas, de sermos solidários, eu acho que a gente não pode criar uma cultura só de proteger bichos, mas  criar uma cultura de proteger pessoas também.

Aroldo – Mas a proteção do ser humano e dos animais supõe a existência de uma proposta de reforma da sociedade, essa sociedade que você espera implantada é uma sociedade de reformas? E que tipo de reformas urgentes?  

FERNANDO – É bem simples, a questão dos animais por exemplo, com baixo custo a gente consegue criar campanhas de educação. Então eu consigo, se houver ação do governo, implantar na grade curricular das crianças, aulas dentro do currículo sobre cuidado com ambiente, cuidados com animais, guarda responsável, a responsabilidade que é ter um cachorro.

Aroldo: Dê algum exemplo concreto que justifique tanta preocupação com os bichos de estimação?

FERNANDO -Meu filho tem um cachorro que nasceu junto com ele, pelos próximos 20 anos eles vão ficar juntos, então é um laço que requer responsabilidade dele, de cuidar desse bicho, que também requer preparo dele, pois daqui 10, 15 anos esse cão deve morrer antes dele, então ele vai ter uma perda de um companheiro. Assim, há que educar  educar as pessoas para isso. Eu posso ensinar as crianças, assim como eu ensino a escovar os dentes, lavar a mão, não comer doce,  ensino que o bicho tem vida, sentimento, medo e que pode haver cuidado. Só que essa criança vai demorar muito tempo para ser um cidadão consciente. Então jvem a ncecessidade  de  criar campanhas de conscientização.

Aroldo-  O modelo que aí está, de gestão do país, é satisfatório? Qual é a grande revolução política que vocês propõe?

FERNANDO –  A revolução que eu proponho é  fazer com que a sociedade proponha as mudanças que deseja. Claro que é preciso que existam  técnicos  capacitados para aconselhar essas pessoas e que os legisladores e executivos se apeguem a esse plano (o projeto PHS)  de longo prazo. Eu não estou satisfeito com o que está sendo feito hoje no Brasil, porque cada governante que chega quer deixa sua marca e ai o que um começou o outro muda. Aroldo: os governos devem continuar tendo marcas pessoais de seus titulares?

FERNANDO – O que a gente prega é que a marca seja da sociedade e que os representantes eleitos a cumpram. A comunidade tem que decidir isso, e cada governante que assumir o governo tem que pensar – nós somos o piloto, quem determinou a rota foi a sociedade. Essa é a grande proposta do PHS, que a comunidade participe na elaboração do plano e que esse plano seja orientado por pessoas técnicas e que seja seguido por quem está no governo.

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