
O chamado apóstolo Santiago, comandante da Igreja Mundial do Poder de Deus, desistiu, ano passado, da compra anunciada do imenso (4 alqueires?) terreno do Atuba em que por dezenas de anos funcionaram as instalações da empresa de ônibus Penha.
Lá ele construiria um megatemplo, com toda a oferta de serviços religiosos, especialmente os de milagres e curas.
Santiago foi vítima da crise econômica: naqueles dias se defrontava com cobranças de pagamentos em atraso por parte de emissoras de TV que transmitem seus cultos.
2 – BOAS INTENÇÕES
A partir dali, olhos bem-intencionados (espera-se que todos eles) passaram a “namorar” aquele espaço com uma finalidade bem clara: construir o futuro Hospital Norte de Curitiba, numa parceria Público-Privada entre Prefeitura de Curitiba, Governos Federal e estadual e grupos empresariais.
A obra – que apenas começa a ser levemente esboçada, longe de ser ainda projeto, envolverá centenas de milhões de reais. Isso significa, pois – sabendo-se como são as coisas no Brasil – que o hospital, essencial para atendimento das demandas de assistência médica da região e cidades vizinhas, especialmente de pronto socorro, poderá levar anos para ser materializado. Até porque será um hospital que oferecerá significativo número de leitos, 210. Quase tantos quantos os do Evangélico e HC.
3 – É SÓ O COMEÇO
“Estamos no começo, no primeiro dia da criação”, diz à coluna uma fonte da Prefeitura, ao mesmo tempo que fala da importância do Hospital Norte:
“Quando ele estiver pronto, completar-se-á um círculo de atendimento em bons hospitais à população, especialmente a abrangida pelo SUS”. Neste caso, fará pareceria com o Hospital Evangélico, Trabalhadores e Cajuru conhecidos especialmente pelo bom atendimento de emergência.
4 – APRESSADOS
O que se sabe, é que até um secretário municipal já teria se adiantado: fez consultas ditas “prévias” com organizações da área de saúde. Uma delas teria sido com o Grupo Pequeno Príncipe.
MS o que a fonte da coluna garante é: “as áreas envolvidas, especialmente a médica, farão de tudo para que instituições ‘carimbadas’ fiquem à margem do empreendimento”.
A informação tem um pouco de sonoridade à Lava Jato…
O prefeito Gustavo Fruet, cauteloso como sempre, não se manifesta sobre o assunto que, no entanto, vai caminhando dentro da PMC.

