sexta-feira, 30 janeiro, 2026
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Há anos, Gazeta deixou de ser dona de imóvel histórico

Até agora não foi abordado, dentro do ‘palpitante’ assunto Gazeta do Povo, o fato de o imóvel histórico do jornal da família Cunha Pereira não mais pertencer a ela, assunto que, de alguma forma, vinha sendo mantido sob sigilo.

PATRIMÔNIO

Na verdade, o casarão da Praça Carlos Gomes, que é de interesse histórico segundo o Patrimônio Estadual, deveria abrigar um futuro museu. Ou espaço cultural. Esse era plano da atual direção do jornal.

Mariano Lemanski e Francisco da Cunha Pereira Filho
Mariano Lemanski e Francisco da Cunha Pereira Filho

As coisas mudaram radicalmente: o imóvel histórico – e centenas de metros quadrados de área que compõem seu “miolo”, da Rua Pedro Ivo à Rua José Loureiro – não mais pertence aos Cunha Pereira. Seu dono, há anos, é o empresário Mariano Lemanski, que ao deixar a sociedade da Gazeta do Povo, ficou com o imóvel, na divisão da sociedade.

NÃO TEM PREÇO

Para um expert em assuntos imobiliários ouvido pela coluna, “o imóvel, no seu miolo, não tem preço, hoje. Vale uma fortuna, pois permite que lá se construam torres verticais enormes, prédios residências e comerciais”.

EXPLICA-SE

Assim, explica-se porque os donos da GP mudarão o jornal para o endereço do Tarumã, ao lado do Hospital das Nações. E deixarão também as dependências da chamada “Fábrika” (antiga Fábrica de Metro), no Alto da Rua XV, praça do Expedicionário. Que, por sinal, pertence a Elsa Lemanski, mãe de Mariano, viúva de Henrique Lemanski (que sempre foi sócio de Francisco da Cunha Pereira Filho).

Quanto a ser de preservação histórica o imóvel, esclarece-se: só o casarão antigo, que é pequeno diante do restante do imóvel, é que está preservado pelo tombamento.

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