O controle de pragas na Itaipu é uma das tarefas levadas a sério. É a persistência dos que fazem a dedetização dos prédios e eliminam vetores de doenças como dengue, zika e chikungunya. Um exemplo para empresas e população

Desde a semana passada, Foz do Iguaçu passou da classificação de “em alerta” para situação de “epidemia” de dengue. Já passam de 750 casos confirmados da doença na cidade, número que cresce a cada dia e intensifica a necessidade de cuidados. Na Itaipu, várias áreas têm em suas rotinas atividades que ajudam a evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença.
O controle de pragas na Itaipu é uma das tarefas dos colegas da Divisão de Serviços (ODMS.CD). São eles que fazem a dedetização dos prédios e eliminam vetores de doenças como dengue, zika e chikungunya. “Toda segunda e terça-feira pela manhã, nós aplicamos larvicidas em poças que não podem ser eliminadas no Centro Executivo, Refúgio Biológico e em nosso bota fora”, explica o gerente da ODMS.CD, Sérgio Boop. Aos sábados são aplicados inseticidas nos gramados da Itaipu. Todo produto é autorizado pela Anvisa e não traz riscos ambientais.
A limpeza regular de caixas d’água e calhas também evita a formação de focos do mosquito. O trabalho é coordenado pela Divisão de Infraestrutura (SGII.AD): a cada seis meses são limpas as 147 caixas d’água e os 2.879 metros de calhas de toda a empresa. “Como a gente tem muitas árvores em torno das edificações, acaba acumulando folhas nas calhas que podem entupir e criar focos do mosquito”, conta Any Caroline Juliani (SGII.AD).
E por falar em árvores, o paisagismo na Itaipu é outro serviço que exige cuidados. Uma das inciativas tomadas em 2019 pela Divisão de Áreas Protegidas (MARP.CD), responsável pelo trabalho, foi a retirada dos pratos das plantas que ficam em vasos em locais abertos. Outra atividade é a roçada e o corte de grama, que reduz os locais de abrigo para o inseto. A MARP.CD também faz a retirada periódica de entulho em áreas da Itaipu.
“Em 2019, removemos 778 m³ de entulho no entorno do RBV e sob as linhas de transmissão”, afirma a gerente da MARP.CD, Liziane Kadine Pires. Segundo ela, é importante que as pessoas se conscientizem que o acúmulo de lixo, além de trazer risco de incêndio nos linhões, serve de criadouro do mosquito da dengue. “A cidade oferece coleta seletiva de lixo e temos o aterro municipal para o entulho, não tem porque jogar nestes locais”.
Para a gerente da Divisão de Medicina do Trabalho da Itaipu (RHSM.AD), Fernanda Cabral Schveitzer, é fundamental que todo mundo reforce as condutas de prevenção da dengue, em casa e no trabalho. “É preciso cuidar da limpeza do jardim e dos locais que acumulam água. Além disso, é recomendável o uso de repelente, principalmente, nos horários do nascer e do pôr do sol, que é quando o mosquito está mais ativo”, afirma.

NÚMEROS ALARMANTES
Até o final da próxima semana, mais de 100 municípios paranaenses devem estar na categoria de epidemia de dengue. São mais de 20 mil casos confirmados, desde agosto do ano passado, com 13 óbitos. Segundo dados da Secretaria Estadual da Saúde, o Paraná registra 149,53 casos por 100 mil habitantes o que coloca o estado em alerta.
De acordo com o gerente do Centro de Medicina Tropical de Foz do Iguaçu, Robson Delai, a epidemia é definida quando há 300 casos por 100 mil habitantes. “Aqui em Foz do Iguaçu, o Centro de Controle de Zoonose trabalha com indicadores mais robustos que é o índice de mosquitos alados”, afirma.
Ele explica que o CCZ coleta, por meio de armadilhas espalhadas na cidade, as fêmeas adultas do mosquito Aedes aegypti e enviam os exemplares ao laboratório. “Nós diagnosticamos a presença do vírus da dengue, além de zika e chikunguya, e passamos para a prefeitura que faz a ação imediata no local onde o mosquito foi coletado”.
