
A foto de Annelize Tozzetto captou momento em que os religiosos, padres e irmãos, filhos de São Francisco de Assis, perfilaram-se para depois participar das manifestações contra as reformas da Previdência e das Leis trabalhistas.
O colégio Bom Jesus, com diversas unidades no Brasil, também dos franciscanos, não aderiu à greve, nem a FAE, que é da mesma ordem.
SEM INSS
Os religiosos, como regra – católicos ou de qualquer outra denominação – não têm direito a filiar-se ao INSS na qualidade de ministros religiosos. Os religiosos são considerados voluntários, para efeito de lei. Não há entre eles e a Igreja vínculo empregatício, diz a legislação.
A SAÍDA
No caso católico, padres e irmãos e irmãs, em muitos casos, contornam a situação sendo registrados como professores de escolas e faculdades, de hospitais, editoras e de obras católicos, na condição de empregados comuns. Nunca como religiosos.
Os franciscanos, conforme a Regra da Ordem, devem viver voto de pobreza: tudo o que têm ou de que dispõem para seu uso deve ser da instituição religiosa. Até por isso, acredito, a Ordem Franciscana, ao contrário do “Povorello”, é dona de enorme patrimônio imobiliário, escolas, hospitais, editoras, no Brasil. Sem falar em possíveis aplicações financeiras.
CAPELÃ DOS BATISTAS
A questão de vínculo empregatício de ministros religiosos suscitou, há 5 anos, questão trabalhista gerada por uma teóloga da denominação Batista. Ela pedia que a Justiça do Trabalho determinasse pagamentos de todas as indenizações e reconhecimento de vínculo com o Hospital Evangélico de Curitiba, do qual fora dispensada sem maiores delongas.
A questão trabalhista até agora não gerou decisão favorável à capelã, pois o Hospital Evangélico vem constando-a com argumento de que ação religiosa não gera vínculo empregatício.

