quarta-feira, 8 julho, 2026
HomeMemorialGRECA QUERIA CATTANI, CONTRARIANDO A “ARANHA” E GIOVANI

GRECA QUERIA CATTANI, CONTRARIANDO A “ARANHA” E GIOVANI

Marcelo Cattani: o preferido; Mônica Santana: o “tertius” salvador; Cesar Setti: foi cogitado; Israel Reinstein: sempre apoiado pela “aranha marrom”.

Sei que a jornalista Mônica Santana, escolhida pelo prefeito Rafael Waldomiro Greca de Macedo para substituir o também jornalista Israel Reinstein como secretária de Comunicação Social da Prefeitura de Curitiba, não foi a primeira escolha do alcaide, fato ocorrido dias atrás.

DOIS PREFERIDOS

Greca de Macedo tinha, isto sim, dois preferidos, nomes ‘in pectore’, para o cargo que avultará em importância com as eleições de 2020: o publicitário e ex-secretário de Comunicação de Beto Richa, Marcello Cattani, e o homem de rádio e televisão Cesar Setti, conhecido por sua fidelidade a Roberto Requião, e por produzir bons programas de defesa da chamada música de raiz.

COMPETÊNCIA

Não discuto a competência profissional de Mônica – uma assessora privilegiada da “família real”; assim como jamais colocaria qualquer senão à competência e à honestidade de Israel que, no meio de um tiroteio, ainda impublicável e não muito claro, no chamado Palácio 29 de Março, acabou defenestrado do cargo.

Defenestrar é jogar pela janela!

ARQUIVO VIVO

O jornalista ganhou um cargo de consolação, até porque – embora discretíssimo (e notavelmente bem preparado em cultura geral) – Reinstein deve ser um arquivo vivo, conhecedor de meandros e momentos nem sempre declináveis do universo de Rafael Waldomiro, da “aranha marrom” e ampla entourage que os cerca. Parte desse grupo de áulicos compõe o chamado Núcleo, que às segundas feiras, de manhã, define a pauta do secretariado.

Dele também é parte essencial o secretário de Governo, Luiz Jamur que, dizem alguns conhecedores do universo montado na Prefeitura, “é uma boa exceção ao caos lá reinante”.

A conferir.

“ARANHA MARROM” PERDEU

Israel Reinstein não deveria ter caído, já que sabidamente ele sempre desfrutou de muito apoio e reconhecimento dos maiores condestáveis da Prefeitura, que são a chamada primeira dama, Margarita, e o advogado Giovanni Gionédis. Até por isso, a queda – anunciada pelo próprio alcaide em meio a mesuras tão próprias dele quando pretende esconder alguma “surpresa” -, está sendo lida também como um “grito de independência” de Rafael Waldomiro Greca de Macedo.

MARCELO PREFERIDO

Pois, verdade seja dita, ele lutou muito para emplacar Marcelo Cattani, que sempre foi parte do triunvirato de jornalistas que teve grande poder nos governos de Beto Richa (com Deonilson Roldo, envolvido na Lava Jato, e Paulino Viapiana).

E, mais que isso: com seus malabarismos de marketing político, Cattani, é bom lembrar, foi quem, no final, deu a escassa vitória de Greca sobre Ney Leprevost em 2016. Foram apenas 33 mil votos de vantagem para o alcaide.

GRATIDÃO

Ninguém bem informado desconhece a gratidão e a simpatia, além de amizade, que o alcaide vota a Cattani.

Recordo que já para trazê-lo, este ano, para ocupar cargo comissionado na Prefeitura, foi uma luta contra Margarita e Giovani, que opuseram mil e um obstáculos ao nome do publicitário.

Cattani, com seu articulado perfil de marqueteiro, exerce grande influência na formação das opiniões de Rafael Waldomiro, o que não agrada a Giovani nem à Margarita.

Com Cattani por perto, eles só perdem.

MÔNICA, O “TERTIUS”

Como o veto a Cattani foi muito forte – e Cesar Setti foi logo esquecido -, o nome de Mônica Santana apareceu como “tertius”, o terceiro, o salvador: é bem aceita pelo triunvirato poderoso da Prefeitura e pode, em qualquer circunstância, executar ordens dos chefes, sem dificuldades, achando soluções para situações desafiadoras.

Há quem diga, por último, que a “execução” de Israel teria sido obra engendrada no ateliê de boutades de Cattani.

Assunto a conferir.

De qualquer forma, foi uma jogada de Grande Mestre do Xadrez.

Leia Também

Leia Também