José Richa; Beto Richa; Rafael Waldomiro Greca de Macedo; Eduardo Pimentel
José Richa; Beto Richa; Rafael Waldomiro Greca de Macedo; Eduardo Pimentel
Mesmo assim, não mais esconde que quer concorrer ao Governo em 2022!
A diretoria da Associação Paranaense de Diabéticos (Apad) anda apreensiva com o silêncio da Urbs e da Prefeitura de Curitiba. Até o momento ainda não há uma solução para resolver o impasse da retomada do terreno da Apad pelo município.
Se não houver solução, a Apad perderá a sua sede.
A Apad presta amplo atendimento a diabéticos carentes, gratuitamente através de médico, psicólogo, fisioterapeuta, além de garantir medicação para crianças carentes.
NUMA ÁREA NOBRE
O imóvel fica na avenida Iguaçu, em uma área nobre da cidade ao lado do recém-inaugurado centro gastronômico: SouQ. A região é uma das poucas áreas de expansão imobiliária de alto valor, por estar muito próxima de shoppings, como o Barigui e o Pátio Batel, e também de clubes, como o Curitibano.
EMPRESAS DE ÔNIBUS
Foi na gestão de Rafael Waldomiro Greca de Macedo que esse imóvel foi posto sob risco. No primeiro ano de Greca de Macedo, a Urbs colocou esse terreno e outro no Pinheirinho para quitar dívidas da Urbs com as empresas de ônibus da região metropolitana, que estão na fase de penhora de bens.
O crédito a favor dos donos do transporte público é fruto de uma ação, que supera R$ 30 milhões.
JUSTIÇA FAVORECE
Agora com decisão judicial favorável às empresas de ônibus para que o município quite essa dívida, a Apad pode perder o terreno.
Dentro da Prefeitura, há vozes que lutam pela Apad, para que a associação se mantenha com o imóvel. Uma delas é o vice-prefeito Eduardo Pimentel.
137 MIL DIABÉTICOS
É tese defendida pelo vice que se faça a troca de outros terrenos do município pelo da Apad. Com isto, a Urbs poderia trocar esse imóvel penhorado por outro de mesmo valor, preservando o bom trabalho de assistência aos diabéticos de Curitiba. Segundo dados do Vigitel, pesquisa do Ministério da Saúde, existem em Curitiba 137 mil pessoas com a doença.
JUNÇÕES FAMILIARES
Há vários terrenos da Prefeitura em outras áreas valorizadas. Mas os vencedores da demanda judicial querem o da Apad, localizado numa região cobiçadíssima pelo setor imobiliário.
Aliás, circundando o terreno da Apad, na Avenida Iguaçu e proximidade (fundos e laterais) familiares de donos de empresas de ônibus urbanos têm vários imóveis. Estariam prontos para, com a adição do terreno da Apad, partirem para grandes empreendimentos imobiliários milionários na área.
JOGO DE INTERESSES
O processo defendido por Pimentel já está em andamento mas sofre com a burocracia e o jogo de interesses que busca resolver a dívida com os donos do transporte público, ao invés de defender os diabéticos mais carentes que recebem apoio da Apad há 34 anos.
Dizem fontes do gabinete do prefeito que têm sido constantes as visitas de emissários das empresas de transportes que insistem com o alcaide na prioridade que dão ao terreno da Avenida Iguaçu, o da Apad. Esse pessoal está no papel deles mas quem defenderá, na Câmara de Curitiba e em outras instâncias, os interesses dos diabéticos?
“CHEIRO DE POBRE”
O fim da Apad vai se somar a mais um ato desastrado do prefeito Rafael Waldomiro Greca de Macedo, que pouco se importa com as pessoas mais carentes. O prefeito, que admitiu em campanha vomitar ao chegar perto de mendigos, é o gestor do maior aumento da tarifa do transporte público, do aumento exorbitante do restaurante popular e de fazer a mais frágil política habitacional dos últimos 20 anos de Cohab.
PELA CARRUAGEM…
Pelo andar da carruagem, a Apad pode perder o terreno e Rafael Waldomiro Greca de Macedo ficará de bem com os donos do transporte público, quando poderia salvar uma instituição identificada com parte da população de Curitiba. E, sobretudo, com diabéticos muito carentes materialmente aos quais atende.
-o-o-o-
“SUMMUM JUS …”
Prédio da Apad
Estamos diante de um típico caso que os juristas classificariam de “summum jus summa injuria”. Quer dizer: do ponto de vista do legal, a decisão judicial pode ser incontestável.
No entanto, ao mesmo tempo, é injusta no caso, pois a Prefeitura destinou para cumprimento da medida o terreno em que funciona há 34 anos a Apad. Trata-se de um “grande prêmio’, dada à localização do imóvel muito valorizado.
A Municipalidade tem outros terrenos que poderia entregar para a quitação da dívida de R$ 32 milhões. Um deles, por exemplo, localizado no Pinheiro, onde até funciona precariamente um serviço público. E é dono de outros tantos, como em Santa Felicidade.
FONTES DA URBS
Uma fonte da URBS garante que a tendência do alcaide, fomentada por alguns dos seus assessores, é mesmo de esquecer a importância da Apad, instituição de utilidade pública municipal, estadual e federal, e atender o pleito dos empresários de ônibus.
BETO RICHA
O curioso é que durante todo o tempo em que Beto Richa esteve no poder, como governador e sendo perspectiva de ir para o Senado, ninguém vinha mexendo com a Apad, ao que me informam.
E o motivo parece simples: a Apad foi fundada no Governo de José Richa, trabalho capitaneado por seu filho Adriano Richa, diabético desde criança (tipo I).
GRECA EM 2022
Rafael Waldomiro Greca de Macedo, que não mais esconde seu interesse em concorrer a governador, nas eleições de 2022 – assunto que abordarei oportunamente -, pratica, com essa seletiva escolha de terrenos, uma autêntica “summa injuria”. O que exatamente não surpreende aos que o conhecem há anos, pois tem uma carreira pavimentada por traições e malabarismos políticos. Que o digam, por exemplo, Jaime Lerner e Roberto Requião, dentre outros tantos.