
Quando Rafael Waldomiro Greca de Macedo, ex-prefeito, ex-ministro do Esporte e Turismo (com FHC) aliou-se com aqueles em cima dos quais fizera toda uma carreira de oposição – Requião e os peemedebistas -, nunca imaginou que iria entrar num ciclo de descenso político.
“Ele nunca mais se recuperou. Deve ter sido alguma maldição de Jaime Lerner”, disse ontem à coluna, um jornalista especializado em política, ao analisar aqueles que ‘rodaram’ fragorosamente nas eleições de domingo, para deputado federal.
Greca teve apenas 30 mil votos.
O ex-prefeito talvez seja o exemplo mais emblemático de “uma queda em parafuso”, observa a mesma fonte, recordando que Greca tem amargado derrotas nas urnas, de lá para cá. Nunca mais foi eleito.

Outro que não surpreendeu pela derrota fragorosa foi André Zacharow: não passou dos 19 mil votos em sua tentativa de voltar à Câmara dos Deputados (ficando na 56 posição entre os candidatos).
Zacharow, lembra-se o eleitor, tinha como grande fonte de referência para suas campanhas a Sociedade Evangélica Beneficente (SEB), mantenedora do Hospital Evangélico de Curitiba.
Seu grupo, no entanto, depois de 20 anos no comando da SEB, foi defenestrado pelos conselheiros da instituição. A nova diretoria da SEB, eleita em 2012, herdou R$ 300 milhões em dívidas, um dos fatores que teriam trabalhado contra Zacharow, mais as questionáveis emendas parlamentares que ele conseguiu (R$ 3 milhões) para a formação de “guias de turismo” (via Internet), uma situação esdrúxula no contexto da Faculdade Evangélica. O destino dos recursos foi questionado pelo Tribunal de Contas da União e a SEB até agora amarga esse “efeito Zacharow”. Além de que o ex-deputado é investigado pela Polícia Federal, sob determinação do ministro Celso de Mello. A alegação é de que teria usado funcionários do Evangélico, em horário de expediente, para fazer sua campanha de 2010.
