
O último diário oficial de Curitiba mostrou um recorte de aplicação de multas em um dia. Em uma edição suplementar, havia mais de 440 páginas informando a 14 mil condutores, que receberam multas e cujo valor estimado de arrecadação passa de R$ 2 milhões. Desde 2020 a ordem na Setran, dada por Rosangela Batistella, tem sido multar, sem que haja qualquer advertência a qualquer pequeno deslize dos motoristas. No ano passado, o Setran arrecadou quase R$ 115 milhões em multas. A arrecadação de 2020 surpreendeu, mesmo ficando 14% menor que em 2019, quando se arrecadou R$ 129 milhões.
É que o bom resultado aconteceu mesmo com a queda de 38% no número de veículos circulando no ano da pandemia. Rosangela comemorou a boa arrecadação com multas. A grande maioria das multas é por estacionamento irregular, em especial com o Estar Digital. Desde que foi implantado, a arrecadação das multas só tem crescido.
A empresa que opera o sistema Easy – Estacionamientos y Servicios S.A., tem obtido bons lucros com o sistema contratado pela Urbs, gerida pelo presidente Ogeny Maia. A estimativa deste quadrimestre, cujas informações estão sendo fechadas, apontam para um aumento entre 20% a 25% no valor de multas aplicadas. Estimativa que deve ampliar a arrecadação e melhorar os cofres municipais.
O peso da fiscalização tem sido geral em todas as áreas da prefeitura. A ordem segue a lógica da arrecadação e não da fiscalização e melhoria da cidade. Também no Diário Oficial tem crescido os editais de advertências e de aplicação e multas pelas equipes do Urbanismo. Não raro é visto multas que superaram R$ 10 mil.
O mesmo tem sido no setor de vigilância sanitária e no de Segurança Alimentar, sobre os feirantes da cidade. O prefeito Rafael Greca, aquele que anda sumido da prefeitura, quer que as equipes intensifiquem esse cerco ao contribuinte. A ordem é arrecadar.
Não importa que os curitibanos estão sofrendo financeiramente com a pandemia, o que importa é que Greca tenha seu dinheirinho para gastar do jeito que quer.
