
Leitores e interlocutores da coluna lamentam, em carta e em conversas por telefone, a saída de Roberto Gomes e Domingos Pellegrini do Caderno G, suplemento cultural da Gazeta do Povo. Há alguns anos, Gomes e Pellegrini escreviam colunas publicadas aos domingos no G — Jamil Snege (1939-2003) também dividiu o espaço até morrer.
A pergunta: o que motivou o jornal a dispensar dois dos mais importantes escritores do Estado?
GRANDES PERDAS (2)
Para leitores, o “Caderno G parece estar americanizado. Veicular novidades da América não é um problema. A falha é que, de Curitiba, do Estado, do interior, da cena local, quase não tem mais notícias.”
E assinala ainda um dos leitores: “Falar de teatro durante o Festival de Teatro eles falam, mas, e durante o resto do ano? O Caderno parece só ter olhos para Nova Iorque. O que está acontecendo?”.
GRANDES PERDAS (3)
De minha parte, observo, por questão de justiça: com todas as dificuldades que o país atravessa, e que não poupam a Gazeta, é forçoso reconhecer que a GP ainda é o mais importante jornal do Paraná. Não tem competidores. E para que isso acontecesse, foi importante, nos últimos anos, o papel que Maria Sandra Gonçalves, diretora, e sua equipe (dentre eles, Eduardo Aguiar) vem exercendo. Por vezes, a equipe faz “milagres”. Isso, sem embargo de, em áreas como o Caderno G, ainda ser requisitado um olhar mais amplo e paranista dos editores. Olhar que tornou o ‘G’ um espaço indispensável na vida paranaense inteligente.
