Assessoria – A Grande Reserva Mata Atlântica foi reconhecida na última segunda-feira, 8 de junho, durante a cerimônia do Prêmio Hugo Werneck, uma das mais importantes premiações ambientais do país, conhecida nacionalmente como o “Oscar da Ecologia Brasileira”.
O reconhecimento na categoria “Destaque Nacional” reconhece a trajetória de uma iniciativa que, desde 2018, vem transformando a forma como a conservação da natureza é compreendida e praticada no Brasil, ao integrar biodiversidade, turismo de natureza, valorização cultural e desenvolvimento territorial em uma das regiões mais importantes da Mata Atlântica.
Distribuída pelos estados de São Paulo, Paraná e Santa Catarina, a Grande Reserva Mata Atlântica reúne, aproximadamente, 2,7 milhões de hectares de áreas naturais conservadas e mais de 2 milhões de hectares de áreas marinhas, abrangendo mais de 60 municípios e impactando diretamente cerca de três milhões de pessoas. Além disso, este território já engloba mais de uma centena de Unidades de Conservação de várias categorias e instâncias de gestão.
Criada a partir da articulação entre organizações da sociedade civil, empreendedores, comunidades locais, pesquisadores e poder público, a iniciativa consolidou uma ampla rede colaborativa que hoje reúne mais de mil participantes.
O Prêmio Hugo Werneck foi criado em 2010 em homenagem ao conservacionista mineiro Hugo Werneck e se consolidou como uma das principais referências nacionais de reconhecimento a projetos, organizações e lideranças que contribuem para a conservação da natureza, a sustentabilidade e o enfrentamento das mudanças climáticas.
“Este reconhecimento demonstra a força de uma construção coletiva. A Grande Reserva Mata Atlântica nasceu da capacidade de conectar pessoas, organizações, comunidades, empreendedores, gestores públicos e instituições em torno de um propósito comum. Mais do que conservar um território, estamos ajudando a construir uma nova relação entre desenvolvimento e natureza, mostrando que a conservação gera oportunidades, fortalece a economia local e inspira novos caminhos para o Brasil”, afirma Marcos Cruz Alves, coordenador da Rede de Portais da Grande Reserva Mata Atlântica.
