

Airton Pissetti, que foi um dos homens mais poderosos e mais influentes nos governos de Roberto Requião, nos quais ocupou a Secretaria de Comunicação Social, publicitário e construtor de imóveis, resolveu agora transferir seu ‘know how’ em marketing político para o exterior. Um exterior não distante e nem de grande dimensão, o Paraguai, mas que exemplifica a mobilidade de sua ação.
Pissetti tem a missão que lhe foi entregue por um grupo de senadores ligados ao Partido Colorado para – de alguma forma – criar condições para que o presidente Cartes seja descartado do Palácio. Tudo, claro, sob mantos democráticos, começando por ferir Cartes dentro daquela sigla política. “E se o presidente for ferido de morte no Colorado, estará, ipso facto, fora da Presidência”, disse ontem à coluna um analista do mundo político guarani.


A INDICAÇÃO
A mesma fonte garantiu que a ida de Pissetti para o Paraguai seria resultado de indicação do senador Roberto Requião. A confirmar, pois.
Uma língua ferina da política paranaense, com vínculos na terra guarani, admite que “o Bispo Povoador, o ex-presidente Fernando Lugo” seria um dos que apoiam a ação de Pissetti.
O cognome “Bispo Povoador” tem nexo: foi dado, em tom jocoso, ao fato de o ex-bispo católico ter reconhecido a paternidade de pelo menos 3 filhos.
Nascidos nos tempos em que ainda comandava uma diocese católica, em franca colisão com seus compromissos episcopais.
