
A “indústria da multa” cresce como parte de um projeto maior de Greca, suspeitam antigos funcionários da Prefeitura. E tudo concebido e desenvolvido pela engenheira Rosângela Battistella, a poderosa da SETRAN, abençoada por gente como a Aranha Marrom, a velha senhora, 78 anos, grudada ao poder municipal
Em recente matéria, o jornal Gazeta do Povo registrou o fato que tem sido insistentemente registrado por este site: que o sistema de fiscalização de trânsito de Curitiba gerou no ano de 2021 três vezes mais multas por habitante do que o de Porto Alegre. De acordo com números consolidados da própria Prefeitura de Curitiba (leia mais aqui).
SEM NOVIDADES
O assunto não é novidade. Este site/coluna vem sistematicamente denunciando os abusos e desvios de finalidade cometidos pela SETRAN, a qual mudou locais de fiscalização, sinalização de velocidade e sistema de radares, tudo para aumentar a arrecadação da indústria da multa. Os limites de velocidade da cidade viraram uma loucura, ninguém se entende, temos vias de 70, 60,50,40,30 quilômetros por hora. O erro em si não está nas placas, mas nas motivações implícitas e explicitas que promoveram ampla modificação na sinalização nos trechos de vias.
SEM AVISAR
Nada foi divulgado previamente sobre a alteração que não tem critérios lógicos. Assim, vemos ruas estreitas com mão dupla com velocidades de 50KM/H (Exemplo Av. Do Batel); e avenidas Largas como a Victor Ferreira do Amaral com quatro faixas, com limite de 50 KM/H; e em Pinhais, município vizinho, no mesmo trecho, o limite é 60 km/h e até 70 km/h.
Os exemplos são muitos e o resultado é notório, arrecada-se três vezes mais com multas de radar em Curitiba. Recordes históricos. A “indústria” das multas parece não beneficiar apenas o caixa da Prefeitura. Quem teria mais interesse nessa “indústria”?

QUEM ESTÁ GANHANDO
Quem fatura com as alterações da sinalização? A resposta é categórica: fatura a Prefeitura de Curitiba, a qual vergonhosamente prevê uma arrecadação de 400 milhões em multas de trânsito. Isso virou um imposto que não precisou passar pela Câmara Municipal. Em segundo lugar, quem ganha com isso é a empresa de Sinalização responsável pela pintura e colocação de placas na cidade. O mesmo departamento que determina a troca da sinalização é responsável pelo contrato de pintura e placas e respectivo pagamento. A empresa é velha conhecida no ramo e detém contratos no Detran e DER.
De segredos a Secretaria de Trânsito de Curitiba entende, pois, tem muito. Como, por exemplo, as denúncias de fraude do radar. O que foi apurado? Sei que há indagações bem fundamentadas sobre o assunto, em apreciação pelo Ministério Público…

MÁQUINA ARRECADADORA
Neste aspecto da arrecadação sem limites, Rosangela Battistella é a competência em pessoa quando a palavra é arrecadar e desenvolver a “indústria da multa”. E ai de quem ousar a questioná-la, pois ela tem a caneta do Luiz Fernando Jamur e do Prefeito Rafael Valdomiro Greca de Macedo, com o aval incondicional da Aranha Marrom, a velha senhora, 78. Para esse trio de poderosos, cifras são vitais para projetos nem sempre muito ortodoxos quanto a aplicações.
O próximo passo é contratar mais Agentes de Trânsito da Urbs e aquele sistema automático de multas para o ESTAR (Estacionamento Pago de Curitiba). Esse equipamento vai ser umas das novas linhas de arrecadação de Curitiba. Vide matéria da Tribuna a respeito.
“Com esse sistema, Rafael Greca chegará perto do bilhão de reais em multas! Talvez assim termine a Linha Verde, dono de tanta folga financeira”, como observa dona Matilde da Luz, a funcionária pública exemplar.
