domingo, 26 julho, 2026
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FRUET TEM PLANO DE AÇÃO, DIZ QUE NÃO SERÁ “MORDOMO DE ÔNIBUS” E NEM IRÁ AO “SUBMUNDO ELEITORAL”

Para ele, Ney Leprevost (PSD) foi firme em manter sua candidatura, e Ratinho Junior, agora, estaria disposto a se manifestar a favor de alguma candidatura apenas no 2º turno. A pandemia –  “asfalto em lugar de vidas” – e a revelação de minúcias da administração Greca estariam derrubando o prefeito

Gustavo Fruet: “submundo das campanhas eleitorais”

As declarações de Gustavo Fruet, quando responde sobre sua candidatura e a acusações que lhe faz o  prefeito Greca, são polidamente fortes: “Greca fez menos em quatro anos do que minha gestão; são muitas as obras que deixei, essenciais à cidade”.

Animado com a decisão de Goura – seu antigo companheiro na Prefeitura, de deixar a pré-candidatura em seu favor, não está  surpreso. Ao mesmo tempo, garante que  está trabalhando com um núcleo “altamente
qualificado”, e composto de muitos nomes novos:

– Até dezembro, o prefeito Greca de Macedo estava flanando, dificilmente deixaria de ser eleito em primeiro turno. As coisas mudaram, especialmente pela maneira como ele se portou, escolhendo asfalto em lugar de vidas, privilegiando  as empresas de ônibus em tempos de desemprego, quebradeira de microempresários e pandemia, e os embates com o pessoal das feiras, microempresários e pessoal da saúde…

E adiciona Fruet, observação sobre a sucessão em Curitiba:

– Agora, tudo indica que  o governador Ratinho Junior só vai se manifestar em apoio a um candidato no segundo turno. Greca já não é mais uma pule de dez… Aliás, é importante lembrar que a forma altiva e segura com que Ney Leprevost se impôs como candidato não deixou ao governador outra alternativa se não guardar seu apoio para um segundo turno. Sem esquecer que a pandemia e a pré-campanha vêm expondo enormemente os desmandos da Prefeitura em todas as áreas da administração pública.

“MORDOMO DE ÔNIBUS”

Gustavo Fruet não se diz surpreso pela decisão do deputado Goura de desistir de sua pré-candidatura a prefeito de Curitiba em seu favor: “Ele é meu companheiro, atuou comigo na Prefeitura no projeto de mobilidade urbana”, disse neste domingo (16), à Coluna/Blog, ao mesmo tempo que, provocado  a manifestar-se sobre o que o diferencia do prefeito Rafael Valdomiro Greca de Macedo, observou:

– Minha proposta abomina aquilo que hoje o Greca faz, transformado que está em mordomo de empresas de ônibus, e de contratos questionáveis da Prefeitura com algumas empresas  notoriamente conhecidas…

Ratinho Junior: apoio, quando e a quem? Foto: José Fernando Ogura/ANPr

MOSTRE-ME AS OBRAS

Fruet está muito decidido a voltar a governar Curitiba. Perde a calma, no entanto, quando a oposição – como a de Greca – atribui-lhe poucas realizações em sua gestão: “Fiz mais por Curitiba do que Greca em quatro anos, e, ao contrário dele, não fechei unidades de saúde. Eu abri seis unidades, entre postos de saúde e duas UPAs (unidades de pronto atendimento), cinco trincheiras, muitas creches”, sublinha, alinhavando, em seguida, várias outras obras importantes que deixou. Dentre elas, “a remodelação da Rodoferroviária, a nova Avenida das Torres, a revitalização da Avenida Getúlio Vargas…”

COMUNICAÇÃO FOI FRACA

O ex-prefeito mantém declaração anterior: acha que não teve boa comunicação, não a  tradicional. Não teria, garantiu, sabido aproveitar todos os caminhos e oportunidades de comunicação. Coisa de que Greca de Macedo faz bem. Embora admita que, com a saída de Marcelo Cattani de seu entorno – “ele é competente” – Greca perde muito, e ganha Francischini.

MONTANDO EQUIPE

Gustavo não cita nomes da equipe que com ele trabalha o Plano de Governo. No entanto, fontes do PDT municipal ouvidos neste domingo  pela Coluna/Blog garantem que  “o time é de primeiro nível”. O professor de Administração da UFPR, Marco Cavallieri, e o economista do Banco Central Jose Carlos Marucci são dois dos quadros já em ação, assim como moços e moças da universidade, ligados à estrutura do PDT.

ELEIÇÃO PROFISSIONAL

O deputado Gustavo Fruet, que permanece esta semana em Curitiba – “a Câmara está decidindo sobre sessões virtuais” -, não deixa por menos: “Não me iludo, esta eleição será basicamente profissional”. Ao mesmo tempo, adverte que “enquanto um submundo de apoios eleitorais está em marcha (e os bons entendedores entendem o recado), minha campanha vai trabalhar absolutamente dentro dos limites da lei”.

Com a afirmação, Gustavo Fruet garante que a sua campanha se limitará aos recursos oficiais que a direção nacional do PDT liberar para ela. O PDT receberá do Fundo Eleitoral, R$ 90 milhões, valor menor dos que os destinados ao PT, PSDB, PP, PSL, DEM.

Gustavo não tem ideia de quanto virá para a campanha de prefeito de Curitiba desses R$ 90 milhões, já que o partido aplicará pelos menos R$ 60 mil em cada cidade com mais de 100 mil habitantes, e terá de alocar recursos do Fundo Eleitoral para 10 Capitais e 30 cidades grandes, sendo que os candidatos do partido serão 1.400 no país:

– Vou depender apenas dos recursos partidários, não trabalho com o submundo das campanhas eleitorais, assinalou, para dizer, em seguida, ter muita confiança na presidência do PDT do Paraná, assumida em 2018 por André Menegatto, que substituiu Osmar Dias, que  deixou o partido. André antes atuou na direção nacional do PDT.

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