quinta-feira, 16 julho, 2026
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FRANCISCHINI EXAMINA MOMENTO PARA ELEIÇÃO DE CURITIBA, COM CONCENTRAÇÃO NAS CARÊNCIAS DA CIDADE

Disse que sempre foi bem votado, além da onda Bolsonaro. E criticou problemas da Saúde Pública, do IPTU muito caro e da tarifa altíssima do transporte coletivo de Curitiba…

Fernando Francischini: muito além de partidos políticos

O deputado Delegado Francischini participou de uma entrevista nesta segunda-feira (3), na Rádio Banda B, para falar especialmente do seu projeto como pré-candidato a prefeito de Curitiba. Parlamentar mais voltado da história da Assembleia Legislativa, presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), ele contou como está se preparando, seus propósitos para a cidade, alianças políticas, entre outros assuntos.

“Nossa cidade é linda, mas temos que cuidar das pessoas”, afirmou.

Acompanhe os principais temas:

VOLTA A CURITIBA

– Após oito como deputado federal em Brasília, sentia falta de voltar à cidade. Quem tem família, família de verdade e não aquela só para tirar foto em período eleitoral, sofre. A esposa, os filhos, principalmente os pequenos. Eu tenho o Bernardinho de nove aninhos que é especial e precisa muito da minha presença.

PRÉ-CANDIDATURA

– O nosso motivo estar aqui hoje é a minha pré-candidatura a prefeito de Curitiba, cidade que me acolheu, desde a primeira infância, onde construí a minha carreira, os meus estudos, a vida da minha família. O objetivo é dar uma nova face para a prefeitura de Curitiba. Os políticos tradicionais têm se revezado há muitos anos na prefeitura, são só grupos tradicionais de prefeitos, ex-prefeitos, governadores. É uma pré-candidatura que visa um foco diferente. Até o hoje o foco foi o concreto, a arquitetura, o urbanismo, isso está muito bem. Nossa cidade é linda, maravilhosa, uma referência. Mas o meu foco vai ser cuidar das pessoas, quem mora na cidade de Curitiba. E esse foco se perdeu há muito tempo.

BOLSONARO

– Muita gente fala da onda Bolsonaro, de quem se elegeu com a onda Bolsonaro. Eu já vinha de duas eleições para deputado federal, com recorde de votos, 130 mil, 160 mil votos. Já era bastante. Claro que os 427 mil vierem nesse momento do país, em que as pessoas queriam a mudança. E eu ajudei a fazer a onda, quando comecei a coordenação da campanha aqui, era uma campanha desconhecida, que não era tido com credibilidade.

Eu já falei aqui e volto a afirmar: independentemente de onde o presidente Jair Bolsonaro estiver, enquanto a economia (continua melhorando), o ministro Sergio Moro continuar com carta branca para atuar na área de segurança pública, ele continuará com o meu apoio.

PARTIDO POLÍTICO

– Não é um partido político que vai tutelar quem eu apoio ou não, independentemente do partido que eu e o Felipe Francischini estivermos. Ele, como presidente da CCJ em Brasília, mesmo com a saída do presidente do partido aprovou todos os projetos do governo, 100%: a reforma da previdência para estabilizar o país e os aposentados poderem receber as suas aposentadorias no futuro, a reforma administrativa…

A gente tem que se despregar um pouco de partido político e se apegar mais em princípios e valores. É isso que eu vou fazer. Se ficar vivendo de padrinho para assumir essas grandes funções a gente baixa o nível de um cargo tão importante como o de prefeito de Curitiba, governador.

PERFIL DO ELEITOR

– Quem quiser ganhar uma eleição daqui para frente vai encarar um eleitor que está superpreparado intelectualmente, que está participando da vida política. Precisa estar preparado ou vai naufragar. O mais importante é a preparação técnica, a demonstração de que você é honesto, que tem bons propósitos, estuda e conhece a cidade, do que dizer ‘vote em mim porque o meu padrinho é fulano, ou sicrano…” Se esses apoios vierem, tem que ser naturalmente, por união de princípio e valores.

Só vai adiantar ter um propósito de ajudar a mudar a vida das pessoas se eu tiver preparado e o eleitor reconhecer essa preparação para fazer a gestão da cidade. Senão, nós voltamos à estaca lá de traz, com um padrinho que vai fazer a eleição. Esse padrinho é importante quanto há junção de propósitos como os meus, do governador Ratinho Junior, do presidente Jair Bolsonaro com uma aliança onde não há inimizades, não há guerra e vamos conseguir trazer verbas tanto para Curitiba como para o governo do estado.

MUDANÇA DE PARTIDO

– Aqui no Paraná deve ter menor debandada do país, pois dos oito deputados estaduais só dois me procuraram com a intenção de mudar e eu não vou fazer a mínima restrição, pois não vejo o Aliança Pelo Brasil como um partido inimigo, por mais que tenha gente querendo se aproveitar politicamente da criação do partido para achar que vai surfar uma onda Bolsonaro para vereador e prefeito pelo Brasil inteiro. Nós temos que surfar uma onda de princípios e valores. Não virar Bolsonaro só agora. Queria ver virar (bolsonarista) como eu virei lá atrás como deputado federal recordista de votos, colocando em risco minha reeleição, colocar o meu filho Felipe junto num barco que a gente não sabia a direção.

AVANÇOS NO BRASIL

– Hoje o país está muito melhor do que estava. Claro que a gente não tem tudo que queria, pode melhorar muito mais, o presidente Bolsonaro pode melhorar na questão de relacionamento, na questão das entrevistas. Mas em relação a fechar a torneira da corrupção, dar um novo formato à economia para o país voltar a gerar empregos e a pessoa sonhar poder sonhar com um salário digno. Pelo menos temos essa luz.

CARREIRA

Fui oficial do Exército Brasileiro por quatros anos, oficial da Polícia Militar por quase cinco, agente da Polícia federal e Delegado da Polícia Federal, por concursos públicos. Uma carreira sólida que me dá muito orgulho e sempre enfrentando bandidos. Era um momento que não tinha bons profissionais de segurança, para esse enfrentamento na área de segurança, endurecer a vida do bandido, então foi muito desbravador e agora temos vários no congresso.

PREPARAÇÃO

– A gente viu que precisava ter consistência técnica, conteúdo e é isso que percebi e que estou fazendo nesse trabalho novo de pré-candidato a prefeito. Não adianta só conhecer de segurança pública. Eu tenho trabalhado nos últimos meses e pouca gente sabe porque queremos fazer uma boa preparação para no momento certo mostrar o que a gente tem estudado sobre Curitiba com profissionais de alto nível no Brasil todo, na área de gestão pública, de urbanismo, de saúde.

Transporte de expresso e carnês de IPTU: muito caros

PROBLEMAS DE CURITIBA

– Hoje o grande problema de Curitiba não é mais a nossa cidade linda que ficou meio abandonada nas gestões anteriores. É uma cidade bonita, o atual prefeito é um bom zelador da cidade. Mas nós temos que ir à frente. A saúde precisa de atenção, o transporte púbico é um dos mais caros do país, o IPTU teve um dos maiores aumentos do Brasil, os moradores de rua se proliferam pelo centro da cidade.

Claro, não dá para vir aqui e ser hipócrita e dizer que é fácil de resolver. Mas são desafios para o prefeito atual e para quem quer ser candidato. Olhar o que precisa fazer na nossa cidade e estudar soluções. É isso que eu estou fazendo, tenho percorrido a cidade, chamo de ‘Caminhando por Curitiba’, e as pessoas me mandam pelas redes sociais – onde mais de dois milhões de seguidores – indicamos locais e vamos lá, conhecemos o problema e conversamos. O momento é de ouvir para tentar entender esse espírito das pessoas. Porque a cidade tem sido muito concreto e asfalto. E ela vai bem, é importante o asfalto. O ex-governador Beto Richa mandou para o prefeito Rafael Greca R$ 180 milhões, e são obras do Beto Richa que vieram a calhar para a cidade.

RATINHO JUNIOR

– Eu vou enfrentar de qualquer maneira essa eleição. É importante para a construção do que acredito para a minha cidade. Então, não importa quem serão os concorrentes. Mesmo que fosse só o Greca e eu, também seria candidato. Não há como retroagir. Tem gente que espalha fake news como ‘há alguém do grupo político do Francischini vai ser vice do Greca’. Chance zero. O deputado Ney Leprevost, secretário da Família é uma pessoa com quem tenho muitos anos de amizade é outro candidato muito preparado e é o PSD.

Já falei com o governador, que olha de uma maneira muito técnica a eleição para Curitiba e de forma política também. Ele tem na sua base três nomes importantes como do prefeito Rafael Greca, que não é oposição ao governador, o Ney Leprevost que é do partido do governador e eu presidente da CCJ que aprovou todos os projetos do governo. Eu, inclusive, relatei o projeto de empréstimo internacional de R$ 1,6 bilhão destinado a obras de infraestrutura do Banco de Projeto, inclusive R$ 600 milhões para a segurança pública, muito para Curitiba.

Acho que o governado Ratinho Junior vai ter uma decisão sábia. São todos aliados. E ele vem fazendo um grande trabalho, a aprovação do governador mostra porque é o grande player o grande eleitor da próxima eleição.

RETA FINAL

– Março é um mês importante quando as coligações começam a se formar é um mês de filiação. Eu tenho feito um grande trabalho de montagem de uma chapa de vereadores nova, ninguém com mandato, todo novos. Buscando, independentemente de partido político, grupos aliados, mas também pessoas novas nos bairros, todos preparados. Um comerciante, um médico, um engenheiro, uma profissional da área de educação especial, alguém que conheça o comércio. Essa conjugação, essa chapa pode ser um diferencial. Pois hoje a renovação é importante e se nós dermos a prioridade de quem já está nos cargos, a renovação sempre vai ser pequena e eu tenho primado para dar qualidade nessa renovação.

(material jornalístico da Assessoria do deputado Francischini)

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