terça-feira, 7 abril, 2026
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Foz do Iguaçu sai na frente na guerra pré-eleitoral

Chico Brasileiro
Chico Brasileiro

As campanhas eleitorais municipais já começaram em muitas cidades do Paraná, embora ainda não segundo os padrões legais estabelecidos pela legislação eleitoral. Até mesmo porque a temporada de caça aos eleitores não foi aberta.

Assim, a coluna registra o recebimento de “notícias”, muitas delas com evidentes marcas de uma guerra de informações e contrainformações cujos alvos são prefeituras municipais.

E quanto mais importante a prefeitura-alvo, mais apimentadas podem ser as “denúncias”, sendo que muitas delas vêm embrulhadas com sintomas de verossimilhança.

Paulo MacDonald
Paulo MacDonald

GUERRA SURDA

Dou um exemplo: a guerra surda, mas intensa, que se registra entre grupos interessados em conquistar a Prefeitura de Foz do Iguaçu em 2016.

De um lado, por parte de uns ‘luas pretas’, informa-se que o deputado estadual Chico Brasileiro (PSD) ‘estaria visitando gabinetes de desembargadores’ e assim “procurando fazer lobby contra o ex-prefeito Paulo MacDonald”, o nome mais forte de oposição ao prefeito Reni Pereira.

É bom lembrar que a “notícia” mostra preocupações de eventuais adversários de MacDonald com o alto índice de aprovação a seu nome, além da herança que deixou como prefeito: escolas municipais modelares no Brasil, além de um serviço de saúde exemplar.

“MacDonald é competente, embora um zero em relacionamento interpessoal, parco em educação”, reclama um radialista de Foz, admirador do ex-prefeito, mas magoado com seus “maus modos proverbiais”.

Maus modos que, pelo jeito, não afetam o eleitorado…

GANHANDO TODAS

Em contato com o gabinete de Chico Brasileiro (PSD), ouço de seu assessor de imprensa – o jornalista André Nishizaki, uma das mais impressionantes vocações jornalísticas que tive a oportunidade de encaminhar -, um solene desmentido. “A informação não faz sentido, tem cheiro de maldade absoluta…”

E, horas depois, o próprio Chico Brasileiro enviou-me esta mensagem: “Não há qualquer fundamento na informação sobre uma suposta tentativa de prejudicar judicialmente o ex-prefeito Paulo MacDonald Ghisi. Pertencemos ao mesmo grupo político em Foz do Iguaçu, onde temos atuado em conjunto nos últimos anos. Como vereador, compus a sua base aliada, ocupei o cargo de secretário municipal de Saúde em sua primeira gestão e, no segundo mandato, fui seu vice-prefeito.

Note-se que temos vencido todas as ações judiciais impetradas contra a nossa administração. Talvez por isso, desmoralizados e sem argumentos plausíveis, seja natural que nossos opositores agora partam para o desespero e tentem criar cisões e desavenças. Não conseguirão. Repito: estivemos, estamos e estaremos juntos para reerguer Foz do Iguaçu.”

OS ACUSADORES

De parte dos que fazem acusações a Chico Brasileiro, há pessoas que até se identificam, suas “denúncias” não são anônimas. Mas pedem, “naturalmente”, que seus nomes sejam preservados. No caso, posso apenas adiantar as profissões dos acusadores: advogados, médico, comerciante. Um deles chegou a jurar que esteve “no gabinete de um desembargador com Chico Brasileiro”, acompanhando o “lobby” contra MacDonald.

A um desses acusadores que não assume suas denúncias, aconselhei que colocasse tais “informações” nas redes sociais, pródigas em acolher esse tipo de ‘notícia’. A resposta foi esclarecedora:

– As redes sociais não têm a credibilidade de jornalismo como o que você faz…

Pois é, “verba volant”, quando não se tem provas.

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