
“Este currículo é muito melhor do que os da média dos nossos acadêmicos”, foi a expressão, estupefata, que ouvi ontem de manhã, de um ‘imortal’ da Academia Paranaense de Letras, logo depois de a instituição ter escolhido o secretário de Estado para Assuntos Estratégicos do Paraná, Flávio Arns, para ocupar a cadeira que foi de Flora Camargo Munhoz da Rocha na APL.
A eleição foi tranquilíssima, durante café da manhã, no SENAC: votaram 16 acadêmicos, 15 sufragaram o nome do ex-senador, ex-vice-governador. Um ‘imortal’ absteve-se de votar pelo novo companheiro.
Quem? Não se sabe.
2 – UMA TENDÊNCIA
A eleição de Arns encaixa-se na tendência cada vez mais clara na APL: fazer com que seus quadros sejam não apenas compostos por literatos: mas, tal como ocorre com a Academia Brasileira de Letras, também por notáveis de outros campos da vida paranaense.
Flávio Arns sempre foi favorito, tal como esta coluna avisou, com bastante antecedência. Os outros dois candidatos foram o escritor Jair Elias do Santos Junior, de Campo Mourão, e a professora de História da UFPR, Carmen Lúcia Rigoni.
Na avaliação de acadêmicos ouvidos pela coluna, o currículo de Carmen Lúcia também “é impressionante”. E Jair tem uma fértil obra literária.
3 – CAFÉ DO BELVEDERE
Na reunião da APL, a presidente Chloris Justen e o presidente da Fecomercio, Darci Piana, assinaram termo de cessão de espaço do Belvedere do Alto do São Francisco – futura sede da APL – para a instalação do Café Belvedere, a ser tocado pelo SENAC.
