
No início da sessão plenária de quarta, dia 2, a vereadora Flávia Francischini (PSL) exibiu um vídeo de uma abordagem da Aifu (Ação Integrada de Fiscalização Urbana, composta por equipes da Polícia Militar do Paraná, da Guarda Municipal e da Prefeitura de Curitiba) ao bar Homem de Lata, no espaço comercial Shopping Hauer, localizado no bairro Batel. Segundo a parlamentar, há duas semanas, a Aifu usou gás de pimenta, chutou as portas do estabelecimento e ameaçou os proprietários. “As imagens são chocantes e revoltantes”, disse.
RESISTÊNCIA POSSÍVEL
“Os proprietários estavam no local, com as portas fechadas, quando foram surpreendidos pela Aifu. Os agentes queriam entrar a todo custo e, diante da resistência, utilizaram spray de pimenta e ameaças e chutes nas portas do estabelecimento”, descreveu a parlamentar, que classificou a abordagem como “crueldade”, “covardia” e abuso de “autoridade”. Flávia Francischini acusou a Prefeitura de Curitiba de “transformar a Aifu em polícia política”. Pela manhã, um protesto da Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes) reuniu cerca de 20 pessoas na CMC. Eles pediam mais auxílio aos empresários e opções ao “abre e fecha” causado pelas mudanças nas medidas restritivas.

NÃO HÁ DIÁLOGO
Carol Dartora, do PT, também se queixou da falta de diálogo com o Executivo. Ela relatou uma situação em que, após receber denúncias de falta de insumos e estrutura deficiente na UPA do Sítio Cercado, foi até a unidade de saúde, mas foi barrada de visitar as instalações. “Fui impedida pela coordenadora da enfermagem. Ela alegou ter recebido uma orientação da secretária de Saúde que eu não poderia fazer essa visita, que deveria ter avisado previamente. Aí a gente percebe o absurdo que está vivendo, o cerceamento, o silenciamento e a falta de clareza sobre o sistema de saúde em Curitiba”, disse a vereadora.

TESTEMUNHO DE DALTON
O comentário motivou uma manifestação de apoio de Dalton Borba (PDT), que também relatou ter sido impedido de acompanhar uma reunião com profissionais da Educação, apesar de ter sido convidado pelos próprios servidores para o encontro com a prefeitura. “Fui barrado na porta da secretaria, por ser uma reunião interna”, relatou o parlamentar.
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(Assessoria de Imprensa da CMC)
