
Bíblia na mão e vestido azul com comprimento pouco abaixo do joelho, a publicitária Danielle Cunha (MDB) entra no templo em Cordovil, na Zona Norte do Rio de Janeiro, para o Congresso de Mulheres da Assembleia de Deus do bairro, realizado no último domingo. Filha mais velha do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (MDB), Danielle tenta herdar o espólio político do pai para sucedê-lo como deputada federal agora que ele está atrás das grades, preso pela Operação Lava Jato desde outubro de 2016.
GRANDE CORRIDA
Para isso, iniciou uma empreitada religiosa ainda na pré-campanha, com visitas a igrejas evangélicas. Rotina que se asseverou com o período eleitoral. Somente nos primeiros dez dias de setembro, foram ao menos sete idas a templos ou encontros com pastores.
NA ASSEMBLÉIA DE DEUS
Aos 31 anos e candidata de primeira viagem, Danielle já visitou igrejas em São João de Meriti e Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, Pavuna, na Zona Norte do Rio de Janeiro, e Cosmos, na Zona Oeste. A maioria delas é da Assembleia de Deus, vertente evangélica para a qual o pai já havia migrado na última eleição.
A MAIS INFLUENTE
Maior e mais influente, a Assembleia de Deus reúne cerca de 13 milhões de seguidores, segundo o IBGE, o que a faz a maior igreja evangélica do país. A Sara Nossa Terra, a qual o ex-presidente da Câmara era vinculado antes, tem pouco mais de 1 milhão de fiéis.
