
Assessoria
De 1º a 4 de setembro, Morretes será palco de encontros, discussões e experiências culturais diversas com a FLIMO – Festa Literária de Morretes, que tem a literatura como principal matéria, mas se deixa atravessar por diferentes linguagens artísticas e pelos debates inspirados pela própria cidade.
Essa será a segunda edição presencial do evento, uma vez que, em 2020, devido à pandemia, o festival ocorre de forma online.
Com a compreensão da força desse retorno, o projeto vem construindo ações prévias junto ao público da região para aquecer o clima até setembro. Entre elas, estão oficinas, espetáculos e ações de incentivo à leitura, tanto para o adultos, como para as crianças.
Para a curadoria do projeto, a inspiração foi a floresta que envolve a cidade, fonte de vida e de caminho com foco no futuro da sociedade. “Sendo Morretes o centro desse debate, é inevitável pensar nas conexões necessárias entre as pessoas e a natureza para repensar nossa presença nesse planeta. Nossa vontade é, após esse período tão difícil de pandemia, abrir espaço de construção de uma esperança ativa no futuro”, pontua a diretora do projeto, Ana Hupfer.

Neste ano a ECO 92, primeira Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, completa 30 anos e a humanidade está em um ponto crítico, que pede uma mudança de rumo. Pensando nisso, a FLIMO traz algumas reflexões sobre os saberes tradicionais, as conexões genuínas entre crianças e a natureza, e a potência da maternidade nesse olhar para o futuro.
“São as mães e as florestas que nutrem e sustentam a vida no planeta. As mulheres também são 70% das pessoas mais pobres do planeta e elas serão as principais afetadas pelas mudanças climáticas. São elas também as pessoas mais envolvidas e preocupadas com a construção da mudança e a proteção ambiental. Por isso, entendemos que elas precisam estar à frente para o debate sobre os caminhos e a construção de esperança no futuro”, completa Hupfer. As mulheres são a maioria na FLIMO, tanto na organização do evento, quanto na programação artística.
Para os debates, o projeto trará autoras como Alice Ruiz, Jarid Arraes, Mariana Ianeli e Juliana Kerexu, entre outros nomes. Na programação artística, alguns exemplos de atrações são os shows com Janine Mathias, baile de fandango com o Grupo Mandicuera, espetáculos com os grupos Às de Paus, Antropofocus e Baquetá. O público também poderá contar com oficinas e com uma feira do livro.