quarta-feira, 15 abril, 2026
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Fatos/Foto: Glomb: solidariedade em Santiago

Glomb e ouvintes atentos
Glomb e ouvintes atentos

José Lucio Glomb, ex-presidente da OABPR, presidente do Instituto dos Advogados do Paraná, sempre foi um homem de fé cristã, que pratica no catolicismo. No encontro para pequenos grupos, a Confraria Espiritual do Instituto Ciência e Fé de Curitiba, na última segunda-feira (11), a primeira do ano, Glomb relatou sua experiência no Caminho de Santiago de Compostela. O advogado percorreu 800 km em 33 dias, entre setembro e outubro de 2015. As caminhadas variavam de 18 a 34 km por dia.

O grupo, atentíssimo foi composto por jornalistas, médicos, professores universitários.

GLOMB: SOLIDARIEDADE (2)

“Não é fácil, pois a região passa por muitas montanhas e o sobe e desce é grande. Mas também existem trechos mais suaves e a paisagem é maravilhosa. O Caminho provoca emoções, sensações e pensamentos que só aqueles que acreditam em Deus podem avaliar. Tenho belas histórias para contar. O reencontro ou a reafirmação espiritual fica claro nessa peregrinação. As pessoas ficam mais leves, despojadas, ao viver um período longo, com sacrifícios e orações contínuas. Compartilhando sentimentos e sensações a todo momento”, recorda-se Glomb.

GLOMB: SOLIDARIEDADE (3)

José Lucio Glomb lembrou que anualmente 200 mil pessoas percorrem, como peregrinos, o Caminho de Santiago. São pessoas do mundo todo, a maioria movida, opina, por motivação espiritual. Alguns, poucos, apenas pela sensação turística e da descoberta de um espaço de vivência humana.

Para o advogado, o “mais impressionante” no Caminho é o espírito de solidariedade que lá se desenvolve. Houve situações vividas por Glomb que bem exemplificam esse espírito, como aquela vez em que tiveram de entender de que precisava uma peregrina, falante exclusiva de língua oriental, sem que ela pudesse ser traduzida no Caminho. A solução foi dar-lhe caneta e papel, e que ela traduzisse seu pedido, por meio de desenho. Missão bem sucedida, depois da “interpretados” os desenhos.

Outra marca do caminho: “na maioria dos albergues” – especialmente as casas de orientação religiosa – nada se cobra pela hospedagem e comida.

“Cada dá o que quer”, explica.

Reconhece, e lamenta, por outro lado, que muitos peregrinos deixem “recados” ou assinalem suas passagens por pontos do Caminho, assim contribuindo para alguma forma de comprometimento de edifícios e marcos históricos. As frases poluidoras podem ser simplesmente dizendo: “Estive aqui”.

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