Por André Nunes – A geração nascida nos anos 1940 vem, aos poucos, fazendo sua despedida, seja nos palcos, nas telas ou em outras áreas de atuação, ou literalmente, quando as cortinas se fecham e partem para a próxima grande viagem. Dionne Warwick, no auge dos seus 85 anos (ela completa 86 em dezembro), é uma das grandes representantes desta geração de ouro.
Um dos maiores ícones da música mundial, seis vezes vencedora do Grammy, Dionne trouxe sua turnê “Over and Out – A Farewell Tour” para o palco do Guairão na noite desta quinta-feira (22), em única apresentação. O show foi marcado por muita descontração, brincadeiras com o público e emoção, nas músicas finais. Veja registros em nosso perfil no Instagram.
Celebrando mais de seis décadas de uma carreira que ajudou a moldar a história da música (66 anos ao todo, segundo Dionne contou à plateia), o espetáculo marcou a despedida da artista em Curitiba, passando ainda por São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre.

“O Brasil é um dos países que melhor me recebeu durante toda minha carreira, é onde sinto o carinho do público desde o início dos anos 1960. Não é um ‘adeus’, e sim um ‘até logo’. Não vou mais cantar, mas quero continuar vindo para o Brasil, para as praias, restaurantes e shoppings“, disse Dionne, nos momentos finais do show.
Na turnê de despedida, o público teve a oportunidade de vivenciar ao vivo um repertório repleto de clássicos, como “That’s What Friends Are For”, “I Say a Little Prayer”, “Heartbreaker” e “I’ll Never Love This Way Again”, entre outros. Não ficaram de fora homenagens ao Brasil, nas versões em inglês de clássicos como Garota de Ipanema, Águas de Março e Aquarela do Brasil.

Com mais de 100 milhões de discos vendidos e incontáveis hits, uma carreira que ajudou a moldar o som da música contemporânea. Muitas delas em parcerias, como as canções com o saudoso Burt Bacharach, falecido em 2023, que também se apresentou em Curitiba. Em homenagem à Burt, Dionne cantou versões próprias dos hits What the World Needs Now e I’ll Never Fall in Love Again.

Sem dúvidas, o espetáculo entregou o que prometia: uma experiência emocionante e única, uma despedida à altura de uma verdadeira Diva, reverenciada por sua contribuição incomparável à música mundial. Evoé, Dionne! Farewell and see you later…
