domingo, 14 junho, 2026
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Ex-marido e amigo viram réus pelo feminicídio de Ana Campestrini, em Curitiba

Ana Campestrini tinha 39 anos e foi morta a tiros, em Curitiba — Foto: Reprodução/RPC

(Do G1)

O ex-marido de Ana Campestrini, Wagner Oganauskas, e um amigo dele, Marcos Antonio Ramon, viraram réus por feminicídio. A juíza Mychelle Pacheco Cintra Stadler, da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Curitiba, aceitou a denúncia do Ministério Público do Paraná (MP-PR) nesta quarta-feira (21).

A mulher foi morta a tiros quando chegava em casa, em 22 de junho deste ano. Segundo a denúncia, Oganauskas pagou R$ 38 mil para que Ramon executasse a ex-companheira.

Conforme a decisão desta quarta, os dois vão responder por homicídio qualificado por ter sido cometido mediante pagamento de recompensa, recurso que impossibilitou a defesa da vítima e também por feminicídio.

Os dois tiveram as prisões temporárias convertidas em preventivas – por tempo indeterminado. Em nota, os advogados informaram apenas que os acusados estão à disposição da Justiça.

Ramon e um funcionário dele, Felipe Wada, também se tornaram réus por fraude processual. De acordo com o MP-PR, os dois apagaram mensagens de celular que tratavam sobre o crime. O G1 tenta contato com a defesa de Wada.

Na denúncia, a promotoria aponta que o crime foi cometido por lesbofobia. Segundo as investigações, Wagner e Ana se divorciaram após a vítima assumir ser homossexual.

Laudos periciais

Nas imagens, é possível ver o suspeito apenas com uma blusa preta, sem a jaqueta utilizada quando os disparos foram efetuados.

Laudos periciais obtidos com exclusividade pela RPC apontam que as imagens analisadas da roupa e da moto utilizadas na execução de Ana Paula Campestrini reforçam a hipótese de que Marcos Ramon, amigo do ex-marido da vítima, é o autor dos disparos.

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