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Espaços públicos recebem atividades culturais gratuitas

Daniel Castellano-SMCS

Assessoria – O projeto cultural Leituras Urbanas está de volta. A segunda edição já está em andamento e segue até novembro de 2024 com um conjunto de atrações gratuitas de incentivo ao livro, leitura e literatura. Algumas atividades serão voltadas aos estudantes das escolas municipais de Curitiba, mas o público interessado também pode participar das demais ações.

Já estão confirmadas na programação 3 oficinas de escrita e criação literária, 10 encontros com escritores, exibição de 20 vídeos de leitura em voz alta e a realização de 200 rodas de leitura; das quais 35 já foram realizadas em maio.

Os encontros estão sendo realizados nas Casas de Leituras, Farol do Saber, Biblioteca Pública do Paraná e nas dez Regionais de Curitiba que ficam no Bairro Novo, Boa Vista, Boqueirão, Cajuru, CIC, Fazendinha/Portão, Matriz, Pinheirinho, Santa Felicidade e Tatuquara.

“Queremos descentralizar as ações de incentivo à leitura e fazer com que os estudantes e moradores interajam com autores locais – que são reconhecidos nacionalmente – e tenham acesso a conteúdo de elevada qualidade. Serão 300 horas de atividades e pretendemos alcançar mais de 20 mil pessoas entre crianças, jovens e adultos”, explica coordenador do projeto, Cristiano Nagel.

Encontros afetivos

A primeira edição do Leituras Urbanas aconteceu entre os anos de 2020 e 2021 e foi realizada de maneira virtual, por causa da pandemia. Mais de 78.500 pessoas – de todo o Brasil -participaram remotamente.

Neste ano as ações serão presenciais, interativas e afetivas; tudo para que o público se sinta à vontade para manusear os livros, conversar entre si, debater ideias, trocar informações com os escritores convidados – que são Adriana Barreta Almeida, Alexandre Gil França, Álvaro Posselt, Luci Collin, Márcio R. Garcia – e os profissionais que vão conduzir as atividades.

“A partir do contato com o livro e a leitura, o cidadão pode entender melhor o lugar que se insere, por meio de uma visão mais ampla e crítica do mundo, observando os diferentes papéis do ser humano no espaço que o cerca”, destaca Nagel.

Letras vivas

O coordenador do projeto Leituras Urbanas ressalta que o gosto pela leitura não pode surgir apenas da simples proximidade material com os livros e destaca um trecho da obra Os jovens e a leitura – uma nova perspectiva (2008, ed. 34, 192 págs.), da antropóloga francesa Michèle Petit.

“Um conhecimento, um patrimônio cultural, uma biblioteca podem se tornar letra morta se ninguém lhes der vida. Se a pessoa se sente pouco à vontade em aventurar-se na cultura letrada devido à sua origem social, ao seu distanciamento dos lugares do saber, a dimensão do encontro com o mediador, das trocas, das palavras ‘verdadeiras’, é essencial”.

Saraus na BPP

Como forma de contrapartida social, o projeto vai ter 6 saraus literários no mês de junho. As atividades serão realizadas no auditório da Biblioteca Pública do Paraná, por uma companhia teatral que trabalha com contações de histórias.

Para facilitar o acesso, haverá 16 ônibus disponíveis para fazer o transporte gratuito de ida e volta dos estudantes de escolas públicas que já confirmaram presença nestas atividades. Os moradores da capital paranaense, os visitantes da Biblioteca Pública do Paraná e demais interessados também podem participar.

“Queremos desmistificar a ideia de que não se lê por falta de tempo, paciência, desinteresse ou dificuldade de ler. Com essas ações, vamos abrir espaços, dar acesso, criar uma rede de socialização entre as pessoas e em torno do livro”, completa Cristiano Nagel.

O projeto Leituras Urbanas é viabilizado com recursos do Programa de Apoio de Incentivo à Cultura – Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba e tem o apoio da Universidade Positivo e do Colégio Positivo. Entre os mediadores de leitura que vão coordenar as ações estão a escritora Lilyan de Souza, Cristiano Nagel, Carla Viccini e Alana Albinati.

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