segunda-feira, 21 setembro, 2026
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Entre Espaços: Dos Jetsons à vida real

Por Sumi Costa – Quando Os Jetsons mostrava uma família cercada por botões, robôs e aparelhos automáticos, aquela casa parecia pertencer a um futuro muito distante. Mais de meio século depois, iluminação, climatização, cortinas, segurança e até o piso aquecido já podem funcionar de forma conectada. A diferença é que a nova geração da casa inteligente quer menos comandos espalhafatosos e mais soluções discretas para a rotina. “Automação não deveria ser percebida pelo morador o tempo todo. O objetivo é que a tecnologia resolva situações antes que a pessoa precise pensar nelas”, afirma Euclides Ciruelos, diretor da HOTFLOOR Piso Aquecido e mentor da SmartLy.

Na prática, as persianas podem acompanhar a incidência solar, a climatização pode ser acionada antes da chegada dos moradores e a temperatura de cada ambiente pode seguir horários programados. Integrado às soluções de automação residencial da SmartLy, o piso aquecido elétrico da HOTFLOOR passa a operar conforme as necessidades de cada espaço. Já o Controle Inteligente de Demanda distribui o consumo elétrico e reduz picos de carga. “A automação possibilita manter o conforto térmico utilizando apenas a energia necessária, além de evitar sobrecargas e aumentar a confiabilidade das instalações”, explica Ciruelos.

A integração ganha ainda mais importância diante das mudanças climáticas e do aumento do uso de sistemas de climatização. Para Ciruelos, arquitetura, isolamento térmico, ventilação, sombreamento e eficiência energética precisam ser pensados em conjunto. “Precisamos deixar de projetar edifícios para o clima do passado e começar a projetá-los para o clima do futuro”, destaca. A empregada-robô Rosie talvez ainda não tenha chegado para arrumar a casa, mas parte da promessa dos Jetsons já virou realidade: a tecnologia começa a cuidar do ambiente sem exigir atenção o tempo todo. Afinal, a casa mais inteligente pode não ser a que tem mais aparelhos, mas aquela em que tudo funciona, quase como num desenho animado.

Pé na Areia acompanha novo momento do mercado imobiliário de Guaratuba

Pé na Areia, empreendimento da Construtora Bouw comercializado pela Zireh. Imagem Ilustrativa

O mercado imobiliário de Guaratuba começa a trocar a velha ideia da casa de praia usada apenas no verão por imóveis preparados para receber moradores durante o ano inteiro. É nesse cenário que surge o Pé na Areia, empreendimento da Construtora Bouw comercializado pela Zireh. Localizado em frente ao mar, na Avenida Visconde do Rio Branco, no Balneário Eliane, o residencial tem projeto do Estúdio Convexo Arquitetura, com linhas horizontais, grandes aberturas e ambientes voltados à paisagem. “A proximidade com o mar continua sendo determinante, mas já não é o único critério de escolha”, afirma Henry Fuckner, diretor da Zireh.

Com apartamentos de 78,07 a 248 metros quadrados, o projeto reúne diferentes configurações, incluindo unidades garden e terraços privativos de até 200,50 metros quadrados. O conforto foi pensado também para os dias em que o litoral troca o sol pelo vento e pela umidade: os imóveis terão ar-condicionado, aquecedores de passagem, janelas de alta performance, isolamento acústico, automação residencial e fechaduras eletrônicas. O empreendimento contará ainda com portaria remota e carregadores para carros e bicicletas elétricas. “O alto padrão deixou de ser definido apenas por metragem ou acabamento. Hoje, está diretamente relacionado à experiência de uso”, observa Fuckner.

O lançamento acompanha uma fase de valorização dos imóveis próximos à orla, com preços anunciados entre R$ 8,5 mil e R$ 9 mil por metro quadrado em unidades de médio e alto padrão, segundo levantamento publicado pelo Bem Paraná. Guaratuba também passou de 42.062 habitantes, no Censo de 2022, para uma população estimada em 44.913 pessoas em 2025, de acordo com o IBGE. Somada à nova ligação rodoviária sobre a Baía de Guaratuba, essa expansão ajuda a colocar a cidade em um novo ciclo. No Pé na Areia, o nome mantém o clima de férias, mas a proposta é outra: fazer do endereço à beira-mar um lugar para morar, conviver e investir em todas as estações.

Central de Vendas permite conhecer a vista do apartamento antes da obra ficar pronta

Comprar um apartamento na planta sempre exigiu uma boa dose de imaginação, mas a tecnologia começa a facilitar esse exercício. A TUO Empreendimentos inaugurou em Curitiba uma Central de Vendas com apartamento decorado, projeções e uma sala imersiva que antecipa a experiência do futuro morador. Durante a abertura, realizada em 29 de agosto, o Ilúnia, novo residencial da incorporadora, atingiu 50% das unidades comercializadas.

No decorado de 64 m², com dois dormitórios e duas suítes, uma projeção na sacada reproduz a vista correspondente a cada andar. Já na sala de experiências, vídeos apresentam as áreas comuns e ajudam o visitante a compreender melhor a arquitetura do empreendimento. “O cliente quer entender como será sua rotina, visualizar a vista da unidade e perceber de que maneira os espaços serão vividos”, afirma Tiago de Mio, diretor da TUO. Projetada pelo arquiteto André Bertoluci, a Central também possui bar, café, área de convivência e uma arquitetura versátil, preparada para receber os próximos lançamentos da marca.

O Ilúnia será construído na Rua Ubaldino do Amaral, próximo ao Mercado Municipal e à Rodoferroviária, com entrega prevista para julho de 2030. O projeto terá studios e apartamentos de até duas suítes, além de piscina coberta e aquecida, coworking, lavanderia, marketplace, salão de festas, Sky View e Sky Bar. Implantado em um terreno elevado, promete vista panorâmica para Curitiba e para a Serra do Mar. Enquanto o prédio ainda não sai do chão, ao menos uma dúvida já pode ser resolvida: qual será a paisagem vista da janela. (Imagem Leandro Previdi)

Um guia para viver o Batel além do endereço

Guia Afetivo do Batel, por MDGP Incorporadora. Crédito: Priscila Basque

Mais do que indicar restaurantes, colégios, mercados, academias, centros médicos e espaços de lazer, o Guia Afetivo do Batel propõe um passeio pelo cotidiano de um dos bairros mais desejados de Curitiba. Criada pela MDGP Incorporadora, a publicação física reúne endereços próximos ao Francisco 909, empreendimento da empresa na Rua Francisco Rocha, e integra a campanha “Nós amamos o Batel”. A ideia não é apresentar um roteiro turístico, mas mostrar como os lugares ao redor ajudam a construir a relação dos moradores com o bairro.

O Batel retratado no guia ganhou os traços da artista visual e ilustradora curitibana Julia Barra, cuja produção transita entre desenho, pintura e técnicas mistas. Ela transformou estabelecimentos e pequenas cenas da região em ilustrações que destacam o lado afetivo da vida urbana,  aquele formado pelos caminhos habituais, pelas lojas conhecidas e pelos endereços que acabam fazendo parte da rotina.

A arte também terá espaço no Francisco 909, que contará com um painel de azulejos criado especialmente pelo escritório Burle Marx e visível para moradores e pedestres. O projeto reúne arquitetura da Arquea, interiores de Boscardin Corsi e paisagismo do escritório Faisal Arquitetos Paisagistas. Lançado em 16 de setembro, junto à abertura do plantão de vendas, o guia pode ser retirado gratuitamente na Rua Francisco Rocha, 909. Uma forma de conhecer o Batel não apenas pelo mapa, mas pelas experiências que dão personalidade ao bairro.

 Quando a chuva vira teste para os encanamentos

A sequência de dias chuvosos pode revelar problemas que permaneciam escondidos sob pisos, quintais e áreas comuns dos condomínios. Ralos lentos, mau cheiro, borbulhamento, transbordamentos e água retornando são sinais de que a rede pode estar parcialmente obstruída ou apresentar ligações inadequadas entre os sistemas pluvial e de esgoto. A chuva, sozinha, não costuma causar o entupimento, mas funciona como um “teste de estresse” para tubulações que já acumulam gordura, cabelos, sedimentos e outros resíduos.

Segundo Vinícius Nass, CEO da Hidrocano, um problema iniciado em determinado ponto pode comprometer outras partes do imóvel. “Quando começa a transbordar a caixa de gordura, ela passa para a rede de esgoto. Então, você não vai ter entupimento somente na rede de gordura, também pode comprometer a rede de esgoto”, explica. Um teste simples é acionar a descarga e observar os ralos: se a água subir, pode haver uma obstrução na rede principal. Em condomínios e edifícios comerciais, no entanto, a avaliação profissional é importante porque o local onde o sintoma aparece nem sempre é a origem do problema.

Para enxergar o que acontece dentro das tubulações, pequenas câmeras de inspeção ajudam a localizar obstruções, danos e pontos recorrentes, reduzindo intervenções por tentativa e erro. O histórico das imagens também permite planejar manutenções preventivas. A orientação da Sanepar é manter a água de telhados, calhas e pátios separada da rede de esgoto, evitando sobrecargas e refluxos. “Quanto mais cedo se identifica o problema, maior é a possibilidade de agir antes de chegar ao transbordamento”, reforça Nass. Afinal, quando o encanamento começa a se manifestar em dias de chuva, talvez não seja apenas mau humor da casa, mas um pedido de socorro vindo debaixo do piso.

Pautas e contatos colunaentreespacos@gmail.com

*Formada em Relações Públicas e Jornalismo pela UFPR, Sumi Costa atua em Assessoria de Imprensa desde 1997. Com trajetória consolidada na comunicação institucional e produção de conteúdo, assina esta coluna voltada a projetos criativos, novos produtos, tendências do morar e os bastidores do setor imobiliário.

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