sexta-feira, 31 julho, 2026
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ENTRE BALADAS E PRAIAS LOTADAS, SANTA CATARINA VIVE PIOR MOMENTO NA PANDEMIA

Praias de SC lotadas. (Foto Cristiano Estrela/Secom)

As imagens de praias do litoral catarinense lotadas no feriado de 12 de outubro contrastam fortemente com as medidas de isolamento para controle da pandemia de covid-19.

Em alguns casos, como uma festa na Praia do Rosa, em Imbituba, no litoral Sul de Santa Catarina, tem tanta gente amontoada que encontrar a faixa de areia se torna um desafio. Em Balneário Camboriú, fiscais da prefeitura já interditaram até festa com aglomeração em lancha.

Para especialistas, cenas como essa ajudam a explicar porque o Estado passou a registrar números recordes de covid-19 nos meses seguintes. Foram 648 mortes em novembro, mais do que o dobro de vítimas fatais de outubro. E dezembro já registra 177 óbitos apenas nos primeiros quatro dias.

NÚMEROS RECORDES

O número de infectados também é recorde, com média diária acima de 6 mil casos na última semana. O resultado é uma ocupação de leitos de covid-19 em todo o Estado que se aproxima de 90% pela primeira vez desde o começo da pandemia. A saída encontrada pelo governo para frear essa alta nos números de covid-19 foi publicar um decreto na sexta-feira (4/12) estabelecendo um toque de recolher — limitando a circulação de pessoas de madrugada. O decreto também determina que estabelecimentos de atividades não essenciais, como bares, restaurantes e baladas, fechem as portas à meia-noite.

GOVERNO DEMORA

O governador demorou mais de uma semana para apresentar o decreto que estabelece restrição de circulação de pessoas e horários para fechamento de estabelecimentos pelos próximos 15 dias. Ainda segundo o decreto, transportes coletivos urbanos devem respeitar a ocupação máxima de 70% da capacidade do veículo, abrindo exceção para pessoas em atendimento de situação de emergência, percurso de trabalho ou em atividades essenciais.

As novas restrições não agradaram a representantes sindicais dos setores de turismo, como bares, restaurantes e hotéis. O presidente sindical do setor em Florianópolis, Estanislau Bresolin, responsabiliza as aglomerações clandestinas e a falta de fiscalização pelo agravamento da pandemia.

“É mais fácil fiscalizar CNPJ do que CPF, paga o preço quem não merece. Esse novo decreto é altamente prejudicial aos bares noturnos”, disse. Ele também não concorda com a limitação de ocupação dos hotéis. “Prédios inteiros estão sendo alugados [para a temporada de verão] sem restrição e as restrições são válidas para quem cumpre os protocolos”, protesta.

(Paraná Portal)

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