sexta-feira, 19 junho, 2026
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Eleuther, primeiro e único

Visconde de Nácar e Eleuther Alencar dos Guimarães Alves
Visconde de Nácar e Eleuther Alencar dos Guimarães Alves

Morreu no final de semana Eleuther de Alencar Guimarães Alves, 90, que nos últimos 50 anos jamais deixou de ser o costureiro por excelência do Paraná tradicional. Disso não abria mão, o de atender a seu amplo universo de clientes basicamente oriundas de família que, muitas pertencendo ao chamado “velho Paraná”, partilhavam com ele, da mesma devoção à costura sublinhada por tons clássicos.

Por um tempo, quando jovem, Eleuther chegou a imaginar ter vocação para a vida monástica beneditina. Por isso, foi viver a experiência religiosa de clausura total no Mosteiro São Bento, de São Paulo, naquela majestoso espaço inaugurado nos anos 1700. Ficou não mais que 3 anos lá, voltou a Curitiba, à família e aos cuidados com sua herança cultural nacarina (descendente do Visconde de Nácar).

RESISTENTE “GENTLEMAN”

Mantinha-se religioso: era ministro da eucaristia, na Igreja da Ordem.

Mas era, sobretudo e especialmente, um dos derradeiros exemplares de cavalheiro, “gentleman”, profissional requintado que até poderia ser enxergado como ‘snob’, por alguns. O que não o desmerecia. Isso, o snobismo discreto, era parte da identidade de Eleuther, primeiro e único.

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