sexta-feira, 1 maio, 2026
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“É preciso multar”, palavra de ordem

sujismundoVão e vêm as bancadas na Câmara Municipal de Curitiba e insiste-se na mesma tecla: multar é preciso. Primeiro, foi a bituca de cigarro. Os vereadores passaram horas lastimosamente inúteis debatendo a necessidade de multar o fumante que atirava a ponta de cigarro no chão e não no lixo.

DESCARTE

Detectou-se que muitas das bitucas concentravam-se nas portas de bares, principalmente em fins de semana. Óbvio, é proibido fumar no interior dos estabelecimentos e a alternativa era a calçada. Antes mesmo que a discussão fosse adiante, bares e restaurantes apressaram-se a instalar do lado de fora cinzeiros apropriados para o descarte do cigarro. Não bastou.

FLAGRANTE

O alvo então passou a ser o pedestre, aquele que fuma e atira fora em trânsito a ponta do cigarro. Deveria ser multado por agente municipal quando flagrado ou até por um varredor de rua, munido de um talão de advertência. Ora, ora.

FICOU A SEMENTE

Arquivou-se a ideia, mas a semente ficou e brotou na forma, de projeto que prevê multa a quem descartar, não apenas a bituca, mas qualquer papel amassado nas ruas. E o infrator pode pagar até R$ 980.

SUJISMUNDO

Não se fala em campanhas educativas, não se fala em maior oferta de lixeiras nas ruas. A multa é o bordão. Na década de 70, o Sujismundo, um personagem de desenho criado por uma agência, ficou famoso por denunciar os maus hábitos do brasileiro de jogar o lixo em qualquer lugar e de não dar a mínima para a higiene pessoal. Pegou. O Sujismundo foi parar nas escolas em forma de gibis e virou até marchinha de Carnaval. Está no Youtube, vereadores, é só conferir.

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