Aroldo,
Com relação à mensagem de Clarissa Grassi onde fui citada, tenho a dizer que a minha carta foi fruto do desespero ao ver os túmulos dos ancestrais vilipendiados. Tal mensagem foi enviada ANTES do prefeito criar o excelente projeto “Rosto da Cidade”. Minha preocupação começou ao procurar o túmulo de Domingos Nascimento e – finalmente, depois de muitas buscas inclusive em cartórios – encontrar com uma placa de um jogador de futebol. Avisei a parente responsável, detentora da escritura do túmulo desde a década de 50, que me afirmou JAMAIS ter autorizado tal placa…
A indignação foi tanta que a comunidade de sua terra natal, Guaraqueçaba, se mobiliza para pedir a exumação e traslado de seus restos mortais para que tenha uma sepultura à altura de sua importância histórica.
A PROCURA
Continuei “procurando as placas” segundo me orientou Clarissa, agora do pioneiro italiano Giovanni Battista Casagrande, de 1878. A TV tinha mostrado a linda Colônia de Santa Maria do Novo Tirol, em Piraquara, onde ele tinha o lote de número 32, mas afirmavam estar enterrado em Curitiba, no Municipal.
Procurei o túmulo dos Regattieri, com quem a filha Marieta havia se casado. Todas as placas arrancadas…
Em suma, é preciso que sejam preservados urgentemente os túmulos históricos, sob pena que se perca a nossa memória.
ZÉLIA MARIA NASCIMENTO SELL, jornalista, memorialista, Curitiba


