A questão da segurança do Pequeno Auditório do Guaíra continua rendendo:
a) Wasyl Stuparyk publicou carta ao governador, no FaceBook e nesta coluna, dizendo que o auditório Salvador de Ferrante tem todas as condições de insegurança, no caso de uma emergência, para fuga da plateia;
b) Mônica Rischbieter, superintendente do TG, mandou carta à coluna/blog, dizendo o contrário: alegou que está tudo OK, inclusive com licença dos Bombeiros, para funcionamento do TG;
c) Agora, Wasyl replica Mônica e reafirma suas acusações:
Caro jornalista:
Lamento, professor Aroldo Murá, mas não é verdade a afirmativa. (da Mônica Rischbieter). Quanto ao Corpo de Bombeiros ter expedido “certificado de liberação “, devo lembrar que a Vale também possuía certificado de regularidade. Como disse e repito, existe uma teimosia ímpar e a tragédia um dia poderá acontecer.
Desafio a Mônica Rischbieter, a quem respeito como excelente administradora e ao que escreveu o engenheiro, senhor Rubens Meister, a me apontarem a “saída de incêndio” para evacuar o auditório Salvador de Ferrante, casa haja um sinistro no Hall do auditório.
“É BRINCADEIRA”
Se eles, em suas manifestações, se referem a pequena porta, a direita da plateia, com a possibilidade de vazão de no máximo duas pessoas por vez, isso é brincadeira… absolutamente irresponsabilidade.
Por outro lado, repito, se houver fogo no saguão do teatro, como sairão as quase 200 pessoas que estariam acomodadas no balcão do teatro?
RETIRADA DA PLATÉIA
Por favor, se acham que a denúncia não é verdadeira, ofereçam uma forma prática de retirar as pessoas do balcão do teatro?
Olha senhora Mônica Rischbieter, você sabe bem, e sempre coloquei isso – que todos superintendentes que conheci nos meus quase 20 anos de Teatro Guaíra – receberam alertas dos Bombeiros, montaram processos e foram impedidos de seguir adiante pela construtora, e o governo não apoiou a ideia.

BRIGADAS AJUDAM
Brigadas de incêndio ajudam, mas em caso de sinistro rápido, nada poderão fazer. Isso está mais do que provado em inúmeros casos que ocorreram. Ou será que o Museu Nacional também não tinha Brigada e funcionários treinados? Poltronas com tecido anti chamas, brincadeira. O CT do Flamengo também tinha revestimento de espuma “anti chamas” e vimos as consequências.
SAÍDA PELA TIBAGI
Agora pergunto, qual o problema, qual a dificuldade de existir uma porta de emergência com saída para a rua Tibagi? Lembro que o cine Palácio tinha 3 portas de saída para a Voluntário da Pátria. O Cine Avenida, tinha portas de emergência para a Pérgola. Por que o Guairinha não pode ter portas de emergência para a Rua Tibagi, que escoaria o público em poucos segundos?
Depois do erro que cometeram com o Guairinha, no Guairão construíram portas laterais de emergência, dos dois lados.
WASYL STUPARYK, memorialista digital, Curitiba
