quarta-feira, 6 maio, 2026
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DOS LEITORES: Não sou julgador

Prezado Aroldo.

Se fosse possível reunir em um volume tudo o que, hoje, se diz na mídia impressa e eletrônica do mundo inteiro sobre o “affair” Sérgio Moro e Luiz Inácio da Silva, o Lula, seriam necessários mais do que dez volumes do “Historiae”, escrito por Heródoto, o geógrafo e historiador grego que viveu no Século V a.C.

Nada tenho contra o Luiz Inácio, a não ser condená-lo por permitir a criação e conservação das dinastias dos garimpos da corrupção que, com profundas ramificações em grandes empresas públicas e/ou privadas, emporcalharam a desgraçaram o Brasil.

Questionei e perguntei a mim qual o destino que lhe dará o juiz Sérgio Moro, o nosso Antoine Quentin Fouquier-Tinville, o acusador público número um do Tribunal Revolucionário Francês de 1793. Certamente para “bater o martelo”, Sérgio Moro não teve que se preocupar com a Prova Diabólica (Probatio Diabólica), tamanho é o volume de provas que constam do processo.

LEIA SOFONIAS

Não é do meu feitio, julgar pessoas. Mas encontrei em Sofonias, um dos livros proféticos do Antigo Testamento, algo que se pode relacionar com todo esse processo.

Está escrito: “Judex ergo cum sedebit, quidquid latet apparebit: nil insultum remanebit” (Quando o Juiz se assentar, o oculto se revelará, nada haverá (ficará) sem castigo). Também está escrito: “Lacrimosa dies illa, qua resurget ex favilla judicandus homo réus” (lacrimoso aquele dia no qual, das cinzas, ressurgirá, para ser julgado, o homem réu).

Enfim, como sempre dizia o Boluca, “quem viver verá”.

ZAIR SCHUSTER, jornalista, advogado, pesquisador da História do Saneamento.

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